sábado, 27 de dezembro de 2014

Quinta da Cassa — Reserva '2009

Domingo passado, levei um frango do campo ao forno, dentro de um pyrex, com bastante azeite, alho e limão.

Acompanhou uma garrafa deste Douro extraído, cheio de frutos negros, sobremaduros, a sugerir origem quente, junto com tabaco e os fumados e tostados com que o estágio em barrica (18 meses em carvalho francês de segundo e terceiro vinhos) o marcou. Tem taninos algo terrosos e não obstante a acidez presente, subsiste algum calor, a par de um ligeiro amargo que não deixa de se notar no fim de boca.

Posto isto, e embora se me tenha afigurado, sem qualquer dificuldade, como vinho honesto e bem feito, não entusiasmou. Talvez não seja culpa dele: apesar do frio dos últimos tempos e dos comeres ricos em estrutura e gordura com que por vezes o tentamos afastar, noto que tenho andado a preferir, por sistema, vinhos mais frescos e ligeiros. O produtor tem presença na internet.

6€.

15,5

sábado, 20 de dezembro de 2014

Adega de Monção — Deu-la-Deu — Grande Escolha '2010

Gordinho e macio, com foco nas notas de pêssego e outros frutos de caroço, maduros, de polpa amarela, temperados com toque de baunilha, este é o irmão maior do Deu-la-Deu da Adega Cooperativa Regional de Monção, possivelmente o nosso Alvarinho mais conhecido.

E se o jovem, chamemos-lhe assim, é uma referência popular graças ao estilo e qualidade consistentes, sempre com muito boa relação custo/benefício, este, que foi pensado para lhe ser superior, note-se a escolha das uvas de cepas mais antigas, a bâtonnage, o controlo de qualidade mais apertado, auxiliado por uma produção menor, etc., não obstante ser um muito bom vinho, acabará por não se conseguir destacar no ultra-competitivo segmento de mercado onde se insere.

10€.

16

domingo, 14 de dezembro de 2014

Às vezes lembro-me de vir aqui, mas acabo por não o fazer. A apatia, reflexo de uma mais abrangente falta de vontade de comunicar com o mundo. O quotidiano, cansativo, cheio de coisas feias. E chegado a casa, a anulação da pouca iniciativa remanescente, o donk na cabeça que abranda e confunde. Jorge, traz-me a água e o tablet. Anuo. Na cozinha, a garrafa de água. Aproveito para trazer chocolate, apetece. Regresso à sala. Jorge, o tablet. E eu já nem penso "outra vez" enquanto procuro. Faço e pronto, é mais confortável assim. Mas um dia esta fase vai acabar, ou pelo menos sofrer algum tipo de interrupção, como sempre aconteceu, e é possível que estas escritas retomem alguma da sua antiga vitalidade.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Adega de Penalva — Touriga Nacional '2008

Nem sempre foi assim, mas agora acredito que quanto mais específica a nota de prova, menos útil. Por honesta que seja a intenção, a volatilidade da experiência sensorial e a barreira da linguagem não perdoam. Tanto o vinho como quem o bebe mudam com o tempo e outras circunstâncias. Então, anotar apenas os traços gerais do carácter de um vinho não se limita a ser mais fácil, mas também mais seguro. Que maravilha, a forma mais fácil de fazer algo ser também a mais útil e a mais correcta! Merecerá a experiência.

O vinho de hoje, topo de gama de uma cooperativa do Dão, puro Touriga Nacional com um ano de estágio em barrica. Escuro, robusto, carnudo, tem acidez e densidade suficientes para acompanhar qualquer prato, mesmo daqueles vis, de engorda. A fruta vem com mais garra que brilho, talvez por isso tenham sido outras coisas que mostrou a apelar-me: menta  bergamota  alcaçuz  louro  zimbro  sabão de Marselha. A rever daqui a dois anos, se se proporcionar. No fim, a ideia de que o que queria dizer estar presente, mas não se parecer mesmo nada com o esperado. Talvez esse seja outro problema, esperar coisas à partida para uma experiência.

8€.

16

domingo, 30 de novembro de 2014

Casa de Santar — Reserva '2011 (Branco)

Com origem nas castas Encruzado, Cerceal e Bical, fermentou em barricas de carvalho francês.

Fresco, trouxe consigo flores silvestres, frutos de polpa branca e notas de barrica que me pareceram bastante interessantes, umas vezes a fazer lembrar tostados, outras, madeiras perfumadas, exóticas.

De toda uma presença bem precisa e equilibrada, a que algo mais de brilho ou complexidade tornaria justamente elegante, foi o toque na boca, a textura, a untuosidade, discreta mas muito agradável, que me prendeu mais a atenção.

Mas o haxixe cria o exagero não apenas do indivíduo, mas também da circunstância e do meio, há observações que se devem tomar com um grão de sal. Enfim, talvez ainda valha a pena dar aos exemplares por abrir mais algum tempo de guarda.

10€.

16

sábado, 22 de novembro de 2014

Filmes (59)




Filme de George A. Romero sobre um vampiro modesto.

domingo, 16 de novembro de 2014

Frei João — Reserva '2011 (Branco)

O sítio do produtor na internet diz que foi feito a partir das castas Bical, Cerceal e Maria Gomes; o contra-rótulo junta-lhes 25% de Chardonnay.

Ora, pude bebê-lo com toda a calma, e embora tenha ficado com essa ideia, não consigo dizer com certeza se levou, ou não, Chardonnay. Que vergonha.

Mas de que está um vinho muito mineral e fresco, persistentemente limonado, não tenho dúvidas. Animal de força considerável, pese que não seja gordo, recordou-me, por momentos, este Luís Pato VV, pesem as devidas diferenças, que são muitas e entre as quais se conta ter passado por madeira.

7€.

16

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Domingos Soares Franco, Colecção Privada — Moscatel Roxo '2013

Flores e líchias no nariz, arranjo alegre. Na boca, toque macio e sabores secos, sem qualquer austeridade. Este último que bebi pareceu-me tão jovial quanto, creio, tal seja possível num vinho sério.

Não é um rosé como a maioria dos outros que conheci, não parece tinto desnaturado em doce. Tem coisas de branco vistoso. Bem sei que já escrevi algo do género a respeito de um antecessor seu, mas é assim mesmo que entendo estes vinhos, que são deliciosos e não têm diferido muito de colheita para colheita.

Ainda jovem — e não existirá qualquer vantagem em deixá-lo envelhecer — ligou bastante bem com sanduíches de salmão fumado e queijo creme.

PVP recomendado: 9,90€.

16,5

sábado, 1 de novembro de 2014

Filmes (58)




Há quase um ano que aqui não colocava nada sobre filmes. Fica o da noite de ontem, talvez para relançar a tendência.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quinta do Vallado — Tawny 10 Anos

É macio, delicado, tem sabor vivo e cheira muito bem. Mostra mais nozes que passas, ou melhor, fruta seca, e caramelo e bolo inglês também. Escrever sobre Porto, sobretudo tawny, é complicado, pelo menos para mim. Apesar das diferenças de estilo, a origem e método de preparação levam a que, de nariz mais ou menos alcoolizado, todos cheirem a passas e frutos secos. Então os descritores, os nomes, perdem ainda mais significado. O facto de uma nota de prova servir para pouco mais que ajudar a associar determinado vinho a um estilo, para além de transmitir se o provador gostou, torna-se evidente. Então, mesmo para algo tão simples como aferir se um determinado tawny é bom, só a experiência. É preciso conhecer estes vinhos, experimentar vários, muitos, e ir pensando em porque é que os preferidos o são. Ora, considerando os que conheço, este pareceu-me dos bons.

Acompanhou fatias de uma trança que fizemos cá em casa, para comer com manteiga, que leva 500g de farinha T65 e 250ml de leite morno, 80ml de óleo, 85g de açúcar amarelo, 2 colheres, das de sopa, de mel, igual quantidade de boa aguardente vínica, 1 colher, de sopa, de canela, a raspa de uma laranja ou limão, 2/3 de colher, de chá, de sal e 12g de fermento de padeiro, fresco. Mistura-se tudo na máquina de fazer pão, pela ordem habitual. Dá-se à massa resultante a forma de uma trança e deixa-se crescer mais um pouco, mais ou menos 40 minutos, no forno, a 60ºC ou menos. Por fim, põe-se açúcar amarelo nas reentrâncias da trança, junto com umas nozes de manteiga, e leva-se ao forno, previamente aquecido a 200ºC, meia hora.

15€.

16,5

domingo, 19 de outubro de 2014

Marqués de Riscal — Limousin '2011

Este Verdejo de Rueda, de cepas com mais de 40 anos, plantadas em altitude, fermentou e estagiou sur lie, durante seis meses, em barricas de Allier.

Foi transferido para um decantador antes trazido para a mesa, coisa ainda um pouco unusual em brancos, que no entanto costuma resultar bem com vinhos mais encorpados, capazes de envelhecer em garrafa. Abrem, ficam mais expressivos, e muitas vezes, mais limpos também.

No nariz, primeiro madeira, muito perfumada, a fazer lembrar cedro, baunilha, resinas, café e frutos secos. Depois maracujá e ervas aromáticas, pedra, humidade, mais café, mais baunilha, um certo fundo apimentado que se percebe melhor depois de levado o vinho à boca.

É um branco grande, com 14% de teor alcoólico e estrutura a condizer, que surpreende de tão fresco. Acompanhou chao nian gao preparado mais ou menos assim, modesta comemoração doméstica justificada pelo facto de termos descoberto uma mercearia chinesa nova a funcionar na baixa.

12€.

17

sábado, 11 de outubro de 2014








Foi no parque de Vale de Canas, numa manhã deste último Agosto.

domingo, 5 de outubro de 2014

Quinta de Camarate — Branco Seco '2013

Composto por Alvarinho e Verdelho em partes iguais, este branco, vinificado pelo processo dito de bica aberta, a temperatura controlada, foi engarrafado, sem estágio, em Fevereiro deste ano — ficha técnica aqui. Tal como o seu predecessor imediato, é um vinho simples mas preciso, de porte mediano e recorte sóbrio, que, com pouco mais de meio ano de garrafa, aparece rico em tons herbáceos e de flores e frutos brancos, a evidenciar boa firmeza e uma acidez que limpa a boca.

Ou seja, o par perfeito para praticamente qualquer prato de queijos. E aí, gostei mais dele com Rabaçal e Esrom que com o Azeitão que, seguramente por associação de ideias, lhe sentia mais próximo.

A garrafa foi oferecida pelo produtor, que recomenda um PVP de 6,80€.

16

terça-feira, 30 de setembro de 2014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Lancers — Espumante Bruto

A marca, uma das principais da José Maria da Fonseca, dispensa apresentações. Este espumante com 11% de volume e 10,9 g/l de açúcar parte de um branco vinificado em bica aberta, das castas Malvasia Fina e Arinto, que é depois espumantizado pelo método dito contínuo, em cujo decurso a segunda fermentação alcoólica se vai operando na passagem do vinho de um para os vários depósitos seguintes, numa série de cubas integradas, com controlo de pressão e temperatura.

Um vinho tecnológico, que tem de se ir produzindo em quantidade, face às exigências de um mercado que dizem em expansão, e que bebi sem cerimónia, em noite de futebol na TV. Não o conhecia e não alimentava grandes expectativas em relação a ele, confesso que por preconceito, mas não comprometeu. É um espumante simples e correcto, agradável de beber. Tem bolhas finas e regulares que formam uma mousse aceitável, aromas bastante limpos e alegres, de pendor tropical, e sabor bem seco. De comer, lembro-me que havia um sushi de salmão fumado (e isso) com que não ligou nada mal.

A garrafa foi oferecida pelo produtor, que recomenda um PVP de 4,99€.

15

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Massive Attack — Mezzanine

Lançado em Abril de 1998, foi o terceiro álbum de estúdio da banda.

Sem grande coisa que me ocorra dizer sobre ele agora, deixo aqui a sua 10ª faixa, aquela que recentemente me fez voltar a ouvi-lo com alguma regularidade, depois de vários anos.


Canta Liz Fraser, que antes pertenceu aos Cocteau Twins.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Contra a Corrente '2008

Castelão, Tinto Cão e Cabernet Sauvignon, produzido e engarrafado pela casa Campolargo. Tem-me mostrado a experiência que considerar os predicados de um vinho não faz assim tanta diferença quando chega a hora de o beber, até porque, mesmo na era das certificações, a menos que se seja dos poucos que tenha tido a oportunidade de ver a coisa nascer, ter presentes os dizeres de uma ficha técnica é, acima de tudo, um exercício de confiança. E se, por enquanto, ainda acho que prefiro saber (ou julgar que sei) alguma coisa sobre aquilo que vou bebendo, fica o apelo aos produtores: quando inventarem no contra-rótulo, jurem a pés juntos que não o fazem, e por favor, inventem bonito.

Também aquilo a que um vinho me parece saber ou cheirar importa cada vez menos, sobretudo neste acto de partilha que é o blog. Mas este vinha carregado de groselha e baga de sabugueiro, impossível não reparar. É um vinho que possui aquela robustez verde típica da Bairrada, de tons vegetais, taninos presentes e acidez assertiva (e mais, tivera eu habilidade suficiente para a trazer para aqui) mas que não assoberba o seu parceiro à mesa. E foi o primeiro Bairrada com Castelão que me mostrou, de caras, qualquer coisa da casta. Louvado seja, portanto, por dizer tanto, tendo tão pouco escrito.

8€.

16

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Álvaro Castro '2009

Do Dão, lote de Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz, com estágio em madeira usada, é um tinto de volume mediano e intensidade interessante, com boas sugestões de baunilha e frutos do bosque.

Na noite em que o abri, apontei no caderninho que "o foco está na fruta e o veículo é a acidez", e noto pela letra que até o escrevi com algum entusiasmo, mas, pensando bem, tal observação pouco poderá trazer a um conjunto de notas sobre este ou qualquer outro vinho, dado que, mais que o resultado de uma receita habitual, acaba por ser uma daquelas generalidades vagas que é possível dizer sobre a vida e estão sempre bem.

Pareceu-me melhor, mais sério, no dia seguinte, não sei até que ponto por sugestão; no entanto, nem imediatamente depois de aberto lhe apanhei qualquer travo doce relevante.

Resumindo, não está mal, mas gostei menos dele que da maioria dos seus predecessores recentes.

6€.

15, talvez.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Mais um post que facilmente poderá ser interpretado por quem não me conhecer como mais um elemento para fazer volume, ocupar o vazio de conteúdo. Mas não. Prezo muito os meus torneios com motores de xadrez antigos. Na maioria das vezes ficam a jogar sozinhos, mas se não existir interface que suporte ambos os intervenientes numa das partidas, é necessária intervenção humana e eu tenho paciência para isso. A S odeia :) Seleccionei estes três de um lote de jogos recentes, de 30 minutos para cada lado, na máquina i5. Tempos e avaliações, apaguei: isto é para ser mais lúdico que didáctico.





segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Lustau — La Ina, Fino

Aberto para ser consumido com ovos, enfrentou mais tarde fiambre e outra carne fria fatiada qualquer de cujo nome não me recordo, uma vilania espanhola com cabeça de porco e gelatina, mas mesmo assim sobrou e o resto da garrafa acabou por ir sozinho.

É um vinho com 15% de álcool, que se bebe frio. Domina toda a passagem pela boca uma secura vincada, que mesmo assim deixa perceber muitos frutos secos, o mar, azeitonas e casca de laranja cristalizada. E apontei mais, mas depois de ler a última linha não consigo deixar de me questionar, pese a riqueza das coisas sugeridas, se não estaria a fazer filmes.

Aqui, o equilíbrio percebe-se de maneira diferente de noutro branco qualquer, mesmo que naqueles ditos com alma de tinto, mas existe. Os aromas são impecavelmente limpos, fáceis de perceber. Apesar do teor alcoólico, não aparece nada de adocicado ou pegajoso, mesmo com o passar do tempo no copo, e o pós gosto é surpreendentemente suave, de amargor quase medicinal.

A omelete, de ovos caseiros, também levou peito de frango de churrasco, cebolinho, salsa e um pouco de pimentão agridoce. Foi preparada segundo o método que aprendi com uma chinesa do Youtube, através da S, que tem como pontos-chave untar a frigideira com o mínimo de gordura possível e terminar a cocção de lume apagado, com o testo.

7€.

17

sábado, 9 de agosto de 2014

Vinha Val dos Alhos '2011

Deixar registado o filme já não é importante e menos ainda tentar ser útil, mas continuo, pontualmente, a ter vontade de escrever. Ajudou a um desses momentos de motivação este vinho de Horácio dos Reis Simões, Castelão de cepas com 75 anos impantadas nas areias de Palmela. O que me saiu na altura, bastante sumário, deixou-me no entanto satisfeito o suficiente para decidir que pode ser partilhado.

Ora, após uma primeira impressão isolada na página, em letra maior — escuro — uma amálgama de palavras só por si sem grande sentido, de onde consegui cortar primeiro acidez e fruta, o ataque talvez excessivo, depois cacau, tabaco, fumo — cenas pesadas — e há um travo doce que chama a atenção — rebuçado, caramelo — caramelo e não só — coisas doces de flores — alcaçuz, lavanda, menta? — flores secas.

Em jeito de p.s., o reparo de que não foi bebido até ao fim.

5€.

14,5

sábado, 2 de agosto de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Marston's - Strong Pale Ale

English strong ale produzida por Marston's PLC.

Bebida bem fresca de uma taça de Duvel, mostrou-se grande e forte, com notas de lúpulo e álcool (6,2%) bem presentes. Não obstante a doçura desacertada e a capa algo fugaz, não pude deixar de reparar (e gostar) do aconchego que trouxe ao frescor da noite.

Winter warmer sem especiaria, é uma curiosidade que vale a pena conhecer. Acompanhou arroz de javali com chouriço de Barrancos. 2,50€/50cl.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Castelo Rodrigo — Touriga Nacional '2010

Não obstante estar a publicar os posts em diferido, tenho procurado manter uma certa verdade cronológica nos vinhos, nos jogos, no ocasional apontamento sobre a vida. Julgo que isto aconteça em consequência de uma predisposição de que recentemente me apercebi, e que antes não me era natural, com certeza, de levar o caderno das provas a eito quando, de semana a semana ou mais, em vez de um jogo de scrabble no telemóvel ou outra coisa qualquer, venho ver o blog.

Bebi este vinho há tempos, mais ou menos na data a que está vinculado o post. É um monocasta Touriga Nacional da Coop. de Figueira de Castelo Rodrigo, garrafa nº 8175 de 29630 produzidas. Com quase quatro anos, está um tinto maduro. Ainda se bebe bem, mas já lhe falta o brilho que tinha quando o conheci. E em contrapartida, nada. Fruta negra ao sol, apenas, foi o que lhe encontrei. Tenho tido melhores experiências com vinhos desta casa.

5€.

14,5

domingo, 6 de julho de 2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Milflores '2013 (Branco)

Peso-médio de muito boa presença na boca, fresco, firme, essencialmente floral e (já cá faltava) mineral. Conta coisas sobre a terra às vezes fria de onde vem.

E tem uma imagem porreira, tanto que podia ser (mas não é) uma invenção de marketing.

Na mesma manhã, gostei mais dele com salmão fumado que com um patê do mesmo.

Riojano jovem, engarrafado sem estágio, este vinho foi produzido a partir da casta Viura pelas Bodegas Palacio, de Laguardia, Álava.


5€.

15,5

domingo, 22 de junho de 2014

Adega Cooperativa de Borba — Reserva '2011

Edição recente do já histórico rótulo de cortiça. Feito com Aragonês, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet de vinhas velhas, foi engarrafado após estágio em barricas de 3º e 4º ano.

A S não gostou. Horrível. Agressivo e vazio, como o PB. Ora, discordo. Aparte o ataque, apesar do corpo a dar para o grande, pareceu-me bastante equilibrado. E vivo, cheio e capitoso.

Ou seja: de alguma forma, consigo valorizar certas coisas que ele mostra como peculiaridades advindas de um carácter forte, coisas pelas quais seria inevitável penalizá-lo se em vez disso preferisse acreditar que constituíam defeito. Que diferença faz um pouco de fé! :)

Encontrei-o mais redondo e guloso ao segundo dia, com passas e chocolate.

9€.

15,5

sábado, 14 de junho de 2014

Justice — †

† lê-se Cross. Cruz.

E parece que a segunda faixa,
D.A.N.C.E.




é inspirada por / dedicada a Michael Jackson.

domingo, 8 de junho de 2014

Casa Santos Lima — Chardonnay '2012

O produtor diz que as uvas que lhe deram origem vieram de uma encosta soalheira de solo muito calcário, com frequentes vestígios de fósseis marinhos. Elaborado pelo processo de bica aberta, foi parcialmente fermentado em carvalho.

Primeiro, e certamente por estar mais frio, mostrou-se (de facto) bem calcário e vegetal, de tal forma que a dada altura parecia apenas trazer pêssegos amarelos, de polpa bem dura, a representar a fruta.

Depois, previsivelmente, foi ficando um pouco mais tropical, apesar de, a meu ver, nunca doce. E da untuosidade suave que é característica dos bons exemplares da casta, com boa vontade, apenas vislumbres.

Será que sobrevalorizo o Chardonnay gordo, com madeira?

3€.

14,5

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Chimay Bleue / Grande Réserve

Escura. Logo depois de vertida, bastou olhar para a capa que se havia formado no copo para perceber estar perante coisa séria.

Espuma espessa, de cor bege, fofa, firme e persistente. O ataque, intenso e vagamente alcoolizado, coisa normal numa cerveja com 9% de volume, encheu-me a boca de caramelo e passas de uva e tâmara, figo e outros que tais. Esta apenas trouxe coisas boas. A bolha ligeira, o sabor rico, o corpo largo e untuoso — tudo coisas de cerveja grande e sem falhas.

Notei que lhe faltava distinção naquele amargor característico do lúpulo e que por norma me cai bem, certamente por opção de estilo, e que, pelo menos desta vez, não terá feito grande falta.

Muito complexa, ainda parecia longe da morte quando acabei a garrafa, uma boa hora e meia depois de a ter aberto, e sempre sem rolha. 9€/75cl.

domingo, 25 de maio de 2014

Vitalic — Rave Age

Vitalic, nascido Pascal Arbez, em 1976, é um francês que ganha a vida como compositor, DJ e produtor musical. Lançado em 2012, este é o seu álbum mais recente.

Foi o disco que mais nos acompanhou nas últimas férias. Os passeios pelas entranhas do nosso adorado interior norte. São coisas que não vale a pena relatar, antes guardar na memória, sem demasiado empenho.



Durante um desses passeios, a dada altura, fim de tarde, estava já escuro, observa a S que se houvesse uma rave de Boos, de certeza que era assim.

sábado, 17 de maio de 2014

Matsu — El Recio '2011

Matsu, que em japonês significa esperar, é o nome da adega que produz este vinho, iniciativa que pretende conjugar uma filosofia oriental, inspirada na paciência e no respeito, com técnicas modernas de agricultura biodinâmica.

Actualmente, constituem a colecção do produtor três tintos: El Pícaro, o jovem, é forte e valente, descarado e incontrolável. El Viejo, o reserva, representa a plenitude e a sabedoria. E deste El Recio, representante da geração intermédia da trilogia, espera-se que junte com sucesso a potência da juventude à experiência da idade para expressar serenidade, perseverança e força.

Varietal Tempranillo (Tinta de Toro) proveniente de cepas com perto de cem anos, desde cedo se fez notar um caldo bastante trabalhado, intenso e macio, de taninos finos, cheio de frutos negros maduros, bem ricos, licores de groselha e cereja ligeiramente amarga, com cacau e essência de baunilha em jeito de tempero.

Custou 17€ em nova visita ao Beeca, onde acompanhou salada quente de legumes com ovo e presunto ibérico, primeiro, e depois almôndegas de rabo de boi.

17

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Domingos Soares Franco, Colecção Privada — Espumante Rosé de Moscatel Roxo '2012

É um espumante rosé, seco, produzido a partir da casta Moscatel Roxo pelo método de cuba fechada.

A cor é salmonada, ligeira. No nariz, tem maçã, talvez morango, e quase certamente manga e marmelo. Faz espuma farta e muito viva, mas nem por isso fofa ou persistente.

Ora, é possível que a nota final pareça pouco consentânea com o discurso que a precede, que infelizmente me saiu algo falho de entusiasmo.

Questões de estilo. Apesar de ser, talvez, ainda, uma curiosidade, diria que este vinho cumpre perfeitamente aquilo a que o propuseram.

PVP recomendado, 13,95€.

16

sábado, 3 de maio de 2014

domingo, 27 de abril de 2014


domingo, 20 de abril de 2014

Brancos de 2013 da José Maria da Fonseca — BSE, Periquita e Montado

As garrafas foram oferecidas pelo produtor e em todas encontrei juventude, polimento, peso mediano e boa aptidão para acompanhar petiscos.

Lote de Antão Vaz, Fernão Pires e Arinto, de nariz suave e paladar equilibrado, com frutos brancos, o Branco Seco Especial mantém o perfil que sempre lhe conheci (atenção que ainda sou novo). E continua, para mim, a ser o mais fácil, o mais fresco e também o mais versátil destes três vinhos.

O Periquita, feito de Verdelho, Viognier e Viosinho, estará ainda um pouco mais sóbrio que no ano passado, talvez devido à retirada por completo do Moscatel do lote.

O Montado, proveniente da zona de Reguengos de Monsaraz, muito simples, de toque glicerinado, começou a ser bebido demasiado frio, e aí fez lembrar pêra, mas depois evoluiu para um perfil bem mais reconhecível, bem alentejano, francamente tropical. As castas são Alva, Tamarez e Rabo de Ovelha.

Talvez porque não considero a ligeireza uma objecção, gostei mais do BSE (3,50€, 15), concedendo, no entanto, que será o Periquita (3,99€, 15) o mais redondo e acabado dos três. Quanto ao Montado (2,99€, 14), é vinho de combate, mas daqueles que não comprometem.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Flavium — Premium '2008

Bebi na semana passada uma garrafa deste varietal Mencía (Jaen), produzido por Vinos de Arganza na D.O. Bierzo, que fica situada no noroeste da província de Castilla y León. É um vinho de 3,50€, que estagiou (mesmo) em barricas durante 18 meses e foi classificado, pouco depois de ter saído para o mercado, com uns generosos 90 pontos por Jay Miller, da The Wine Advocate.

Muito sucintamente, fazem este vinho a cereja, a ginja e o cacau, tudo em tons bem escuros, sendo também manifesta a presença de especiarias doces (canela e outras) e mato balsâmico, com louro e eucalipto. Mais subtis, algumas notas de evolução, como folha de tabaco e couro, tão equilibradas quanto previsíveis.

A par da boa prestação no campo dos cheiros, mostra-se bastante composto na boca, elevado por uma acidez que o torna fresco, apesar de todo aquele carácter escuro já referido, e amparado por taninos macios, bem trabalhados. A relação custo/benefício que representa, na gama de preços em que o colocaram, será praticamente imbatível.

3,50€.

16

sábado, 29 de março de 2014

Tiga — Sexor

Ocorreu-me há tempos que podia tentar preservar algumas daquelas ideias de merda que surgem quando me estou a charrar na varanda, e sei que não estava presente a intenção de reservar desde logo a possibilidade de um dia aqui vir a deixar algo a respeito, de preferência com um mínimo de préstimo. Pelo menos no princípio, pelo menos em consciência. Mas várias semanas volvidas, apenas um espécime no bloco de notas: Do Haxixe (1). Eu gosto de ter frio. Ter frio faz-me ter cocó.

Mudando de assunto, voltei a ouvir o Tiga regularmente, mas agora gosto. A S. acha que no princípio, quando era novidade, eu dizia que não gostava do Tiga só por ela gostar, mas nunca foi bem assim. É electro com mensagem, polido, dançável, um bocado vaidoso, às vezes fodidamente gay. Mas não necessariamente gay, acho, o que nem sequer interessa, dado que o simples facto de produzir electro com mensagem já torna o Tiga, se não louvável, uma adição interessante ao mundo. Alguns chamam a isto house, e talvez também o seja, de facto.



Ah, o post simples, mega curto, que nada tem de meu excepto palha, e agora também as queixas do costume. O picar o ponto.

sábado, 22 de março de 2014

Reguengos — Garrafeira dos Sócios '2004

Há talvez apenas uns meses atrás, dificilmente admitiria a possibilidade de deixar de aqui vir regularmente. Ver o mail, publicar qualquer coisita. Agora espanta-me a facilidade com que aqui não venho. Mas continuo a reparar nas coisas que bebo, e como hoje parece haver tempo e disponibilidade para umas notas breves, vou tentar.

Foi uma garrafa de "Garrafeira dos Sócios" da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz. Acho que a guardei durante um ano ou mais na arca climatizada, mas por algum motivo de que já não me lembro, acabei por abri-la num dia de semana qualquer, com um jantar normal.

Castelão, Trincadeira e Aragonês. Unidade nº 5048 das 54208 que se encheram dessa colheita. Ao primeiro dia, muito fechado. Bebi um copo com o jantar, mas foi só. Mais interessante no dia seguinte, especiado, com tabaco, folha de tabaco seca ao sol, e noz moscada. Bem macio, envolvente morno, afável. Fim de boca relevante.

As coisas, em geral, não me têm andado a saber como antigamente. Talvez ande ligeiramente deprimido. Este vinho emprestou-me conforto.

16€.

17

sábado, 8 de março de 2014

Terras do Anjo '2010

Vinho Regional Lisboa, produzido e engarrafado pela Quinta do Pinto, de Alenquer. Fermentou em cubas de alvenaria, durante 14 dias, pelo efeito de leveduras autóctones e fez a maloláctica em barricas de carvalho francês de segunda utilização, onde parte do volume final estagiou durante mais 9 meses.

Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. Intenso e encorpado, trouxe consigo frutos pretos, leve vegetal seco e pimenta. Também tostados de barrica, bem integrados no conjunto. Apesar de macio, fácil de beber, pela robustez apresentada, acaba por ir melhor com comida.

Será, de facto, um vinho internacionalizado, como já ouvi chamar-lhe, mas é evidente que não lhe falta carácter. Ora, para ser justo dizer que o mesmo não acontece com aquilo a que alguns chamam tipicidade regional, seria preciso definir primeiro qual é a dos vinhos da região de Lisboa, e depois, mas ainda mais importante, que ele tivesse sido feito para a ter.

9€.

16

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Encostas do Bussaco — Merlot '2010

Comprei este vinho por pura e simples curiosidade, num supermercado. Trata-se de um varietal Merlot, produzido pela Adega Coop. de Mealhada para a empresa que a explora desde Outubro de 2011, as Caves Avelar. O contra-rótulo não adianta informação a seu respeito e o Google não sabe dele. Abri a garrafa nº 417 de 1460.

Curiosidade porque apesar de modesto, é um verdadeiro vinho virtual. E não o provei, bebi-o devagarinho. A este respeito, cumpre dizer que viveu três dias, sempre de volta à porta do frigorífico uma vez terminada a refeição.

E agora aquela palermice que aqui traz muitos de vós, a prova, o que tal me pareceu. Acerca dessa, cada vez menos a dizer. Se falta vocação ou apenas paciência, o tempo o dirá. Mas cada vez mais me convenço de que não há floreado que iguale aquelas notitas simples, em bruto, tiradas no momento, quando ainda o faço. Já não me lembro da última vez que me deixei ficar a analisar um vinho, de papel e caneta, enquanto a comida arrefecia. Para quê?

Copy/paste, então, curto e grosso. Apesar da valente baforada de especiaria picante que se liberta do seu núcleo bem maduro, de fruta preta e doce, na boca, no máximo, será mediano. Falta-lhe qualquer coisa, mas é difícil dizer o quê. E se de forma alguma é um retrato típico da casta, também não creio que engane, nem mesmo às cegas.

7€.

15

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sebadoh — Harmacy

O álbum é de 1996 e por isso podia perfeitamente ter feito parte dos meus early teens, mas tal nunca chegou a acontecer.

Se bem em recordo, foi MA, o indie kid da minha pandilha do xadrez, e mais tarde dos computadores, do IRC e dos blogues, quem mo deu a conhecer, bem como tantos outros.

Agora, todo este tempo depois, ando a ouvi-lo outra vez. É um belo conjunto de musiquinhas do dia-a-dia, mais ou menos disfarçadas. Esta Beauty of the Ride ilustra bem o que quero dizer.



Silence's like disease, but I dare not say it hurts / 'Cause if I honestly react, nothing's ever gonna work / All this tension back and forth, it's just the beauty of the ride / So let it build, let it explode, leaving blood and shattered bone / Or bite your tongue 'til you've forgotten what to say / And take another step back until you find you've walked away.

Do mesmo Lou Barlow que está por detrás deste álbum, um dia deixei aqui isto.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Julian Chivite — Gran Feudo, Viñas Viejas, Reserva '2006

O blog ainda não morreu; adiante.

O vinho, Navarro de Cintruenigo, teve origem em uvas de Tempranillo e Garnacha de vinhas plantadas entre 1940 e 1960. Foi engarrafado após, pelo menos, diz o produtor, 18 meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano.

É um vinho bem fresco. Que, contudo, não esperava encontrar tão leve, talvez em virtude dos seus predicados, memórias pouco precisas e a leitura do contra-rótulo, talvez pelo ataque onde, por muito tempo, só consegui perceber madurez.

E que não é só isto. Tem evolução, certo funk, pêlo, musk, e especiarias. E o sabor, tão como o nariz.

Gosto do género. Mas esperava, e sem dúvida que teria preferido encontrar, algo mais macio e carnudo, com mais substância.

10€.

15,5

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

NOTHING IS SACRED. Doubt — in everything — is absolutely essential. Everything, no matter how great, how fundamental, how beautiful, or important it is, must be questioned.

It's only when people believe that their beliefs are above questioning, that their beliefs alone are beyond all doubt, that they can be as truly horrible as we all know they can be. Belief is the force behind every evil mankind has ever done. You can't find one truly evil act in human history that was not based on belief — and the stronger their belief, the more evil human beings can be.

Here's one of my beliefs: Everything is sacred. Every blade of grass, every cockroach, every speck of dust, every flower, every pool of mud outside a graffiti-splattered warehouse is God. Everything is a worthy object of worship. If you can't bow down before that putrefying roadkill on I-76, you have no business worshiping leatherbound tomes and marble icons surrounded by stained glass.

And here's one more: Everything is profane. "Saving the planet" is a waste of time and preserving the environment is a waste of energy. Flowers stink and birdsong is irritating noise.

On the other hand, nothing is sacred and nothing is profane. Not even your sorry ass. If we hold anything sacred above anything else — ever — we're riding along in the fast-lane to hell. And by "anything" I mean anything — our family, our friends, our country, our God. We cannot hold any of that stuff any more sacred than anything else we encounter in our lives or we're doomed. I'm not just going for dramatic elocution here. The act of regarding anything at all as more worthy of respect than anything else is the first step down the short and slippery path to the utter annihilation of all mankind.

And what happens if we follow that dangerous path to the end? We've had numerous hints that ought to give us a clue. They linger darkly on in our collective memories: the assassinations of Martin Luther King Jr. and John F. Kennedy, the bombing of Pearl Harbor, the atomic bombings of Hiroshima and Nagasaki, the Final Solution, "9-11". We might even be able to rattle off the dates of these awful events — but the lesson, we haven't yet absorbed. And until we really learn it, kids will keep getting new dates to memorize for history class.

When you hold something sacred, you try to hold that thing apart from the rest of the universe. But this really can't be done. Nothing can be separated from everything else. Red is only red because it's not green or yellow or blue. Heavy metal is heavy metal because it's not polka or barbershop. Nothing in the universe has any inherent existence apart from everything else. Good is only good when contrasted with evil. You are only you because you’re not everyone else. But this kind of separateness isn't really how the universe works.

You cannot possibly honor God if you can't honor every last one of God's manifestations. Killing someone in God's name is ridiculous. If we do that, we are killing God and killing truth.

But what is truth? What is God? How can you see, hear, smell, taste, touch, these lofty ideas?

Truth screams at you from billboard cigarette ads. God sings to you in Muzak® versions of Barry Manilow songs. Truth announces itself when you kick away a discarded bottle of Colt 45 Malt Liquor. Truth rains on you from the sky above, and God forms in puddles at your feet. You eat God and excrete truth four hours later. Take a whiff — what a lovely fragrance the truth has! Truth is reality itself. God is reality itself. Enlightenment, by the way, is reality itself. And here it is.

Brad Warner,
Hardcore Zen: Punk Rock, Monster Movies and the Truth About Reality,
Wisdom Publications, Boston, 1994.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Prazo de Roriz '2009

Produzido com uvas das Quintas da Perdiz e de Roriz, foi engarrafado em Março de 2011.

Intenso como se espera de um bom Douro, com notória componente etérea no nariz e muitas notas de fruta. Tem amora silvestre e cereja, toque especiado, talvez alcatrão — barrica.

Barrica que não achei excessiva. Neste momento está muito composto, a forma como enche a boca, como se sente na língua. E terá, certamente, algum potencial de envelhecimento.

Com um aromático javali estufado, com zimbro, proporcionou momentos quase extraordinários. A acompanhar pão e Brie, nem por isso. Mea culpa.

9€.

16

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014









Uma aranha que vimos no jardim lá de cima, em manhã de chuva.