domingo, 20 de abril de 2014

Brancos de 2013 da José Maria da Fonseca — BSE, Periquita e Montado

As garrafas foram oferecidas pelo produtor e em todas encontrei juventude, polimento, peso mediano e boa aptidão para acompanhar petiscos.

Lote de Antão Vaz, Fernão Pires e Arinto, de nariz suave e paladar equilibrado, com frutos brancos, o Branco Seco Especial mantém o perfil que sempre lhe conheci (atenção que ainda sou novo). E continua, para mim, a ser o mais fácil, o mais fresco e também o mais versátil destes três vinhos.

O Periquita, feito de Verdelho, Viognier e Viosinho, estará ainda um pouco mais sóbrio que no ano passado, talvez devido à retirada por completo do Moscatel do lote.

O Montado, proveniente da zona de Reguengos de Monsaraz, muito simples, de toque glicerinado, começou a ser bebido demasiado frio, e aí fez lembrar pêra, mas depois evoluiu para um perfil bem mais reconhecível, bem alentejano, francamente tropical. As castas são Alva, Tamarez e Rabo de Ovelha.

Talvez porque não considero a ligeireza uma objecção, gostei mais do BSE (3,50€, 15), concedendo, no entanto, que será o Periquita (3,99€, 15) o mais redondo e acabado dos três. Quanto ao Montado (2,99€, 14), é vinho de combate, mas daqueles que não comprometem.