segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Lustau — La Ina, Fino

Aberto para ser consumido com ovos, enfrentou mais tarde fiambre e outra carne fria fatiada qualquer de cujo nome não me recordo, uma vilania espanhola com cabeça de porco e gelatina, mas mesmo assim sobrou e o resto da garrafa acabou por ir sozinho.

É um vinho com 15% de álcool, que se bebe frio. Domina toda a passagem pela boca uma secura vincada, que mesmo assim deixa perceber muitos frutos secos, o mar, azeitonas e casca de laranja cristalizada. E apontei mais, mas depois de ler a última linha não consigo deixar de me questionar, pese a riqueza das coisas sugeridas, se não estaria a fazer filmes.

Aqui, o equilíbrio percebe-se de maneira diferente de noutro branco qualquer, mesmo que naqueles ditos com alma de tinto, mas existe. Os aromas são impecavelmente limpos, fáceis de perceber. Apesar do teor alcoólico, não aparece nada de adocicado ou pegajoso, mesmo com o passar do tempo no copo, e o pós gosto é surpreendentemente suave, de amargor quase medicinal.

A omelete, de ovos caseiros, também levou peito de frango de churrasco, cebolinho, salsa e um pouco de pimentão agridoce. Foi preparada segundo o método que aprendi com uma chinesa do Youtube, através da S, que tem como pontos-chave untar a frigideira com o mínimo de gordura possível e terminar a cocção de lume apagado, com o testo.

7€.

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