domingo, 15 de fevereiro de 2015

Domingos Soares Franco, Colecção Privada — Moscatel Roxo de Setúbal '2005

À semelhança dos demais moscatéis, este vinho resulta da paragem da fermentação mediante adição de álcool — no caso, aguardente vínica — permanecendo as películas em maceração até Fevereiro/Março do ano seguinte, altura em que é trasfegado para os cascos onde pode estagiar durante vários anos.

Macio e perfumado, mostrou uma interessante mescla de flores, geleias, tons melados e de evolução, álcool, muito vago ranço e frutos secos. . . Tem menos açúcar residual que o do próximo post, o que é consentâneo com que me tenha parecido mais leve. Da mesma forma, também me pareceu mais frutado, mais doce, mais feminino. Tivera ele outro frescor e seria um grande vinho.

Tive a oportunidade de acompanhar com ele diversas sobremesas, sempre ligeiramente refrescado, e mais uma vez o preferi com coisas não demasiado húmidas ou doces, como palmiers ou a arrufada que a S, convencida de que eu me esquecera de comprar pão na véspera, fez a contragosto num destes dias mais próximos, cortada em fatias generosas, bem barradas com manteiga.

O produtor recomenda um preço de 19,90€.

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