sábado, 2 de maio de 2015

La Rioja Alta — Viña Alberdi, Crianza '2008

É um Rioja clássico, feito em quantidade, mas com cuidado. As uvas, Tempranillo, vieram de propriedades da empresa, situadas a 500/600m sobre o nível do mar, em Rodezno e Labastida (a adega fica em Haro, perto).

Foi engarrafado em Junho de 2011, após um processo de estágio prolongado, característico da região, que é realmente interessante: neste caso, após a fermentação maloláctica, colocaram o vinho em barricas de carvalho americano, de fabrico próprio, onde permaneceu dois anos, com trasfegas a cada seis meses, para remover sedimentos e permitir um breve contacto com o ar. Passou a primeira metade deste período em madeira nova e a segunda em barricas com uma média de idades de 4 anos. Depois de engarrafado, ainda ficou em cave mais uns tempos antes de ir para o mercado, para não ser bebido sem que tivesse passado por pelo menos um bocadinho do amoche redutor que o vai completar, mas isso pouco importa a quem, como nós, o está a beber agora que já não é propriamente novidade.

Acima de tudo por preguiça, passo a transcrever as impressões recolhidas no momento em que o bebi, praticamente sem edição: às vezes, ainda levo para a mesa um caderninho pequeno, de capa preta, onde vou escrevinhando:

Cor granada, atijolada, de saturação mediana . . . tem o nariz típico destes Rioja finos, marcado pela fase oxidativa da crianza. e sob essa capa . . . etérea, qual alma . . . de madeira seca e resinosa . . . ginja! cereja e morango . . . secos, e passas de figo, café, especiarias . . . endro, de facto. a boca confirma o nariz. leve, claro, mas bem firme, cheia de sabor. dura qualquer coisa e limpa a boca . . . gastronómico (oh meu deus).

Acompanhou conforme esperado uns naquitos de bifana que às vezes a S- salteia com pickles e azeitonas, desta vez com cubos de batata e Pastinaca, assadas, como guarnição. Coisa de jeito assertivo, que raramente constitui parceiro fácil para tinto.

12€.

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