segunda-feira, 22 de junho de 2015

José Maria da Fonseca — FSF '2011

Do comunicado de imprensa que acompanhou o seu lançamento, em Abril de 2014: "Esta é a 6ª edição deste vinho que pretende ser uma homenagem de Domingos Soares Franco a seu Pai, Fernando Soares Franco".

Composto por 79% de Syrah, 17,3% de Trincadeira e 3,7% de Tannat, procedentes de cepas plantadas em solo arenoso, foi engarrafado em Junho de 2013, após um ano de estágio em meias pipas, novas, de carvalho francês. Sendo um dos super premium do produtor, é natural que o volume produzido seja limitado: na presente colheita, apenas 2500 litros.

Provado assim que abri a garrafa, estava um bocado tímido, como se só quisesse mostrar cereja e tostados, apesar da força latente que lhe sentia, sobretudo na boca. Mas bastaram duas horas de arejamento, num decantador, para que crescesse de forma impressionante.

Achei curioso como a fruta que lhe cheirei nunca deixou realmente de me fazer lembrar as cerejas e morangos transformados de um bom Rioja crianza, mas mais concentrada, a manter um conjunto que acabou por se revelar francamente guloso, à medida que as suas sugestões de pinho e menta, a princípio distintas, foram dando lugar a empireumáticos, numa prova em que o tom predominante acabou por ser o cacau, nas suas várias expressões: do puro, amargo, mais presente no princípio, colado aos tostados da barrica, a um chocolate branco bem doce, que foi ganhando evidência à medida que a temperatura, no copo, subia.

Passou como seda pela boca, longo e extremamente equilibrado. Será um vinho para agora, então, mau grado poder viver em garrafa mais dez anos, sem qualquer problema.

Foi oferecido pelo produtor, que disponibiliza um ficha técnica, bastante completa, aqui, e recomenda um PVP de 30€.

17,5