sábado, 13 de junho de 2015

Quinta do Monte d'Oiro — Lybra '2010

De acordo com o produtor, inspirado no seguinte tema:

O signo da Balança e da harmonia. O signo das vindimas. O equilíbrio harmonioso entre a casta, a fruta e o terroir. Um vinho que se interpenetra com a alegria da sua juventude na culinária do dia a dia.

Varietal Syrah, fermentou em inox, após desengace, e estagiou durante 10 meses em barricas de carvalho francês.

Vertido directamente da garrafa para dentro de uma tulipa bordalesa de dimensões generosas, desde logo se mostrou simples, fácil e bonito.

De porte e concentração medianos, é um Syrah do Sul, com toda aquela mescla de amora, ameixa e outras bagas, bem negras, cozidas pelo sol e em compota, a par de generosa quantidade de pimenta preta, mas que aparece, por assim dizer, virado para a frescura, dotado de uma acidez vivaz e, ainda mais importante, claro, de uma ligeireza propositada. A isto não será alheio o facto de provir de uma terra menos quente que aquelas de onde vem a maior parte do Syrah meridional que conheço? Bem macio na boca, termina médio/longo.

Não trouxe consigo aqueles tons ensanguentados de que tanto gosto nos seus congéneres do Ródano ou a alegria francamente soalheira dos bons espécimes do Alentejo ou da Austrália. Mas permanece fiel, tanto à casta como à terra de onde vem, e é fácil, tão fácil de beber!

9€.

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