domingo, 26 de julho de 2015

Bajondillo '2013

Dias depois do do post anterior, tive oportunidade de abrir outro Garnacha/Syrah, este composto em 75% pela primeira, o vinho de entrada das Bodegas Jiménez-Landi, que afirma no respectivo sítio da internet pretender que ele represente a tipicidade do conjunto de vinhas que possui na localidade de Méntrida, centro da denominação de origem com o mesmo nome.

As cepas estão implantadas em solos graníticos, arenosos, pobres em matéria orgânica, ácidos e com pouca cal, a 550-650m de altitude, num lugar de clima continental, com invernos longos e frios e verões quentes e secos. A vindima foi feita em meados de Setembro e as uvas fermentaram durante mais de duas semanas, tendo o produto resultante sido sujeito a um breve estágio, de meio ano, parte em depósitos de madeira com 3000 litros de capacidade, parte em inox.

Domina a fruta vermelha que já começo a reconhecer como marca característica da Garnacha da região, muito doce, com notas de groselha e xarope de framboesa, gomas e rebuçado, completada por sugestões de mato rasteiro e ervas aromáticas, tais como alecrim e menta, secas. Passa pela boca com ligeira adstringência, a sua muito boa acidez a contrabalançar os 14,5% de álcool e a suavizar o fundinho amargo da Garnacha, aqui menos evidente que no da bruxa. É fácil, guloso, de prazer imediato, mas não perdura ou evolui por aí além. Para beber como sumo, mas sendo vinho, e do bom.

Para terminar, a nota de que talvez fosse boa ideia substituirem a rolha de aglomerado que traz por outra, digamos, mais séria. Não que tal seja realmente necessário face aos dois ou três anitos mais em que valerá a pena beber a presente colheita, antes para dar um polimento extra à já boa imagem, tanto deste vinho como do produtor em geral. Seguramente contribuiria para diferenciar ainda mais uma proposta que sendo a mais simples do seu portfolio, é cheia de qualidades.

6€

16,5