terça-feira, 7 de julho de 2015

Soalheiro '2014

Foi um dia de semana perfeitamente normal, com a excepção de termos ido às compras com a AM. Hipermercado grande, de centro comercial. A garrafeira do sítio não inspirou, mas, enfim, traz-se sempre qualquer coisinha. E foi assim que me decidi por este branco, até porque ainda não tinha provado esta colheita.

No lugar da internet que lhe dedica, o produtor indica que "as uvas de Alvarinho utilizadas no Soalheiro clássico são provenientes de diversas vinhas de pequena dimensão, implantadas em solo de origem granítica, entre os 100 e os 200 metros de altitude e localizadas em microclima muito particular" — protegido de uma influência atlântica mais directa pela cadeia montanhosa do Vale do Minho, nas proximidades de Melgaço, onde o Verão tende a ser mais quente e seco, e o Inverno mais frio, mais continental que no resto da região dos Vinhos Verdes / Rías Baixas.

Este vinho fermentou a temperatura controlada, com leveduras seleccionadas, e foi engarrafado após estabilização, sem qualquer tipo de estágio senão o que lhe vier a proporcionar a garrafa. Directo do frigorífico, veio frio para a mesa, mas logo se mostrou vivaz. Primeiro pêra, rosa, líchia e muita lima, sobretudo ao passar pela boca. Depois, com a temperatura a aproximar-se da ideal, montes de pêra e pêssego, e bem menos lima. Comecei também a sentir-lhe alguma cremosidade. Mais para o fim, os inevitáveis frutos tropicais, mas aí, já nada interessava.

Não é um Soalheiro explosivo, uma bomba de frescura com estrutura, como me pareceram alguns dos seus predecessores (como este, por exemplo). Mas continua a ser um verde de referência, aposta sempre segura na hora de escolher um branco que não comprometa, seja qual for a situação.

9€

16,5