sábado, 1 de agosto de 2015

Quinta do Corujão '2012

Com o calor, continuo a procurar tintos que sejam fáceis, mas que possuam também certa substância, e este não podia encaixar melhor no pretendido. Apesar de não ser muito maduro, carrega montes de fruta silvestre, doce e cheirosa — para mim, no ponto de concentração ideal, e deixa perceber alguma estrutura, que a acidez da região realça de maneira feliz. O toque terroso, a mineralidade de que outros falam, não sei. Estará lá qualquer coisa que, por assim dizer, não me pareceu conclusiva.

A mineralidade não me pareceu conclusiva. Isto, gente, sou eu a tentar contar a história da minha breve relação com uma garrafa que cheirada, entusiasmou, e depois, bebida, ainda superou as expectativas que tinha acabado de criar.

Nesta edição, as castas escolhidas foram Touriga Nacional e Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen, vinificadas em estreme, tendo o produto resultante sido engarrafado sem passar por madeira. Para este e outros projectos, o produtor, MOB (Moreira, Olazabal & Borges, Lda.) arrendou a Quinta do Corujão, em Pinhanços: aproximadamente 10ha de terra e uma adega já conhecida por produzir vinhos porreiros, como este, por exemplo.

5€

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