quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Quinta de la Rosa '2010

Sobre o ano vitícola, na ficha técnica que disponibiliza no seu sítio da internet, o produtor refere um Inverno particularmente chuvoso, Primavera amena e uma vindima sem incidentes, após calor pronunciado em Julho e Agosto.

Lote tipicamente duriense, com origem nas castas Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinta Barroca, provenientes de vinhas com cerca de 20 anos de idade, este tinto fez a fermentação maloláctica e posterior amadurecimento em barricas de carvalho francês, até ter sido engarrafado, em Janeiro de 2013.

Faz tempo, deixei aqui as minhas observações a respeito de um espécime da colheita anterior, que agradou. Este, de um ano globalmente mais fresco, e bebido com outra idade, retém o perfil amplo e equilibrado, a firmeza dos taninos e a contenção na forma como vai mostrando a fruta, mais uma vez escura e apetitosa, amora silvestre muito bonita, limpa, de travo abaunilhado e apimentado, estes dos poucos vislumbres de madeira que se deixam perceber.

Tal como o do post anterior, está muito agradável e ainda tem anos pela frente. Enfim, são dois bons exemplos da qualidade e diversidade do Douro, mesmo quando não se trata de topos de gama.

Com ele, comi uma massa parecida com esta (da publicação de 17/4/2005), que envolve hidratar cogumelos porcini, dos secos, em caldo de galinha, que se aproveita como base para o molho, reduzido e enriquecido com natas, vinho do Porto e azeite de trufas. E uma perninha de frango no forno.

9€.

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