quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Terlano — Montigl, Pinot Noir '2012

Servido após dupla decantação — verti o vinho da garrafa para dentro de um decantador e daí de volta para a garrafa — mostrou cor granada, escura, dotada da saturação discreta que normalmente se associa à casta. Fragrante, apesar de no princípio apenas ter mostrado fruta vermelha de contornos ácidos e madeira um pouco crua, melhorou quando boa parte desta, após basto arejamento, se esbateu muito consideravelmente, deixando um toque fumado e de resina.

Com o passar do tempo, também a fruta melhorou, tendo chegado a mostrar, no seu melhor momento, notas límpidas de framboesa, a par de algo tão vago quanto interessante, que me sugeriu coisas roxas. A acompanhar peito de pato, salteado na frigideira, com cebolinho e xerez, trouxe consigo praticamente tudo o que esperava de um bom exemplar da casta: a frescura, o toque macio mas denso, o sabor agradável, o final prolongado. Tivera mais substância, mais complexidade, e seria grande. A outra garrafa que existe cá em casa será guardada durante um par de anos, provavelmente com vantagem.

Monocasta Pinot Noir, proveio do Alto Ádige, mais em concreto, daqui, lugar que o produtor introduz da seguinte forma na ficha técnica que tem online: "Terlano is a wine-growing village located halfway between South Tyrol’s main towns of Merano and Bolzano where the Adige flows through a wide valley in a south-easterly direction. The village and vineyards nestle against the red porphyry rock of Monte Tschöggl on the orographically left side of the valley".

As uvas, de vinhas com idades entre 8 e 60 anos, fermentaram em inox após desengace, tendo o vinho resultante feito a maloláctica e subsequente estágio em madeira: metade do volume em barris grandes e a outra metade em barricas, um terço das quais, novas. Da colheita em apreço, resultaram 33200 garrafas, não numeradas.

20€.

16,5