domingo, 27 de dezembro de 2015

Castelo de Azurara — Touriga Nacional '2012

Em visita a um supermercado da região, encontrei três tintos diferentes da marca "Castelo de Azurara", produzidos e engarrafados pela Adega Cooperativa de Mangualde, e que aludem ao castelo que, nos tempos da Reconquista cristã das terras perdidas para os invasores árabes, durante a invasão muçulmana da península Ibérica, se situava no topo do monte onde actualmente assenta a ermida de Nossa Senhora do Castelo, entre a actual cidade de Mangualde e Quintela de Azurara.

A título de curiosidade, há quem defenda que esse castelo, "feito de pedra miúda, unida com cal e areia", conforme apontamento do vigário da freguesia de Mangualde, José Rebelo de Mesquita, em 1757, foi mandado erigir pelo mouro Zurara, do qual tomou o nome o concelho de Azurara, e mais tarde conquistado por Fernando I, Rei de Leão, em 1058. Outros atribuem-lhe origem anterior à da invasão islâmica, ou seja, visigótica, e consta existirem indícios de que, quando Fernando Magno tomou Seia, Lamego, Viseu e Coimbra, já o castelo de Mangualde estaria na posse dos cristãos há algum tempo.

Dos vinhos, o primeiro a ser consumido foi o monocasta Touriga Nacional de que cuida o presente post, cujo contra-rótulo indica a origem em vinhas com média de idades de 17 anos e estágio de 6 meses em barricas de carvalho americano. Está, acima de tudo, um tinto fino, polido. Apresenta aromas francos, muito característicos da casta e proveniência: o perfume terroso das violetas, frutos silvestres, negros, maduros, e ligeiríssimo tostado — marcas evidentes de madeira americana, nova, felizmente, não encontrei. Enfim, um "textbook touriga", de volume e densidade assim-assim.

5€.

15,5