terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Foral de Évora '2011

Alentejano de Évora, produzido pela Fundação Eugénio de Almeida, na Adega Cartuxa, este tinto, lote de Trincadeira, Alicante Bouschet e Aragonês, traz no contra-rótulo a indicação de ter sido vinificado em cuba de aço inox, com maceração prolongada, seguida de estágio de "cerca de 12 meses" em barricas, novas, de carvalho francês.

Depois de meia hora de arejamento, pareceu-me predominar fruta, silvestre, madura, ligeira compota misturada, e vegetal seco, este muito alentejano, a fazer lembrar rama de tomateiro e casca de árvore. A barrica, bem medida e ainda melhor integrada, trouxe tostados e baunilha. Presença de razoável persistência, de corpo e concentração medianos, surpreendeu que tivesse 14,5% de álcool, dado aparentar menos.

Em Outubro de 2010, deixei aqui as minhas impressões a respeito do seu antecessor da colheita de 2007 e a ideia mantém-se: não obstante apenas ser produzido desde 2000, este vinho tem pinta de clássico. Um clássico de gama média, mais coeso que complexo, obviamente talhado para acompanhar comida, talvez um pouco perdido num mundo de novidades, onde não param de surgir referências interessantíssimas.

Para terminar, foi interessante que se tenha dado tão bem com a sopa, uma espécie de caldo verde "reinventado": inicialmente creme de alho francês, que depois de superar, a solo, as expectativas, levou couve britada.

8€.

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