sábado, 19 de dezembro de 2015

Tulga — Crianza '2009

O dia decorreu dentro da normalidade: acordei à hora habitual, mudei a água e atestei a tigela dos biscoitos do gato, empurrei o pãozinho com fiambre do pequeno-almoço com uma generosa almoçadeira de Darjeeling. Depois, banho, quinze minutos de rua e umas horas de trabalho, sem incidentes.

Mais tarde, a volta habitual até ao bosque, convém ir cedo porque a maior parte do percurso a pé não possui iluminação artificial. Por fim, casa e as coisas de casa, porco e vinho tinto ao jantar. Para mim, que ela tornou-se vegan.

O vinho do dia, este, foi produzido na adega que o gigante espanhol Pagos del Rey possui em Morales de Toro, Zamora, onde antes operou a cooperativa vitivinícola Nuestra Señora de las Viñas, a maior da região no seu tempo, e que, consta, representa actualmente 36% da produção total de vinho da denominação de origem.

De ataque firme e permanência breve, pautado pelo álcool, trouxe consigo amora e cereja, negrume e calor. Em segundo plano, uma amálgama de tostados e baunilha, cremosa, a denunciar basto contacto com carvalho americano. Sem ser forte, mostrou um pouco de grão, na boca.

Como deixei de acreditar no conceito de vinho "bom para o preço" — um vinho ou sabe bem ou não sabe, de tal forma que ou vale a pena ou não, independentemente do preço — concluirei dizendo que, enfim, se bebeu.

4€.

14,5