segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Baltasar Gracián — El Héroe '2013

A denominação de origem Calatayud situa-se na parte mais ocidental da província de Zaragoza. É composta por 46 municípios, circundantes da cidade que lhe dá o nome e onde se encontra o respectivo conselho regulador.

O produtor deste varietal Garnacha, as Bodegas San Alejandro, de Miedes de Aragón, indica origem em vinhas com 50 anos de idade, situadas "até 1000m de altitude", e 10 meses de maturação em barricas de carvalho francês (30%) e americano.

Tem mais cor, mais escura e densa, que outros abates recentes da mesma casta: este e este, por exemplo. Cheira muito bem, a Garnacha floral e alegre, como se quer — sem, no entanto, se dar logo toda.

Como disse, traz flores. Mas é a fruta que domina, silvestre, gulosa, vermelha e preta, por vezes a tomar formas curiosas, tropicais, como manga e banana. Em pano de fundo, só um bocadinho de tosta. Esperava mais rebuçado, mas não faz mal. A dada altura, quando já estava no copo há bastante tempo, ficou "todo balsâmico", muito, muito bonito.

Na boca, tem mais intensidade que corpo e um ponto de amargor. Grau e álcool solto na prova não coincidem necessariamente — a maturação — mas este vinho, sem ser quente ou morno, é capitoso. Quanto a persistência, apenas mediano.

Está super agradável, mas não valerá a pena dar-lhe guarda. Algo nele me trouxe à memória certo tinto da Coop. de Pinhel, feito com Marufo e Rufete, que em tempos bebia bastante, apesar de nunca ter chegado a falar dele aqui.

8€.

16,5