sábado, 2 de janeiro de 2016

Castelo de Azurara — Reserva '2011

O último "Azurara" a ser abatido foi este lote de Touriga Nacional e Alfrocheiro, cujo tipo e tempo de estágio não encontrei especificados.

Resumindo, é um Dão "reserva" de dimensões medianas, expedito e modernaço, que ultrapassou as expectativas.

O contra-rótulo sugere o consumo a 19ºC, mas foi mais fresco, a exactamente 16,2ºC, que mais gostei dele. Escuro no copo e sumarento na boca, apareceu muito limpo, focado em frutos do bosque, vermelhos e pretos, groselha e outros que tais. A compor, fumados e baunilha, certamente de barrica, e frutos secos, uma expressão muito bonita da Touriga.

Com o tempo de abertura, ter-se-á soltado, ganho, mais que complexidade, outra envolvência, mas também perdido alguma precisão.

Tal como os monocasta dos posts anteriores, veio vedado com um toco Nomacorc, de polietileno "verde", feito a partir de etanol de cana-de-açúcar, e que é ligeiramente poroso, para permitir que vão entrando quantidades residuais de oxigénio na garrafa, antes de ser aberta, como acontece com as rolhas naturais.

E se, pessoalmente, prefiro sempre mexer em cortiça, é inegável que encontrei estes vinhos bem viçosos. Agora que já é "normal" que grandes tintos de guarda venham vedados com tampa de rosca, eis o upscaling de ainda outra alternativa ao natural?

5€.

16