sexta-feira, 11 de março de 2016

Comte de Brismand — Brut Réserve

Servido frio, em flute, não coupe. Esses ficam para os daiquiris, lol. Cor citrina. Maçã verde e leveduras, iogurte, massas de pastelaria. Mousse algo fugaz, bolha bonita e bem fina.

Fresco, leve e muito vivo na boca, apesar de relativamente pouco persistente, com camadas de sugestões abolachadas, acrescenta ao bouquet leve menta, em folha, limão doce e uma réstia de abacaxi. Sequinho, mas não austero. Suave.

Lote composto por 60% de Pinot Noir, 30% de  Pinot Meunier e 10% Chardonnay, sem ano de colheita (há que ter presente que a mescla final pode incluir dezenas de vinhos de base diferentes), foi produzido pela H.D.C., de Tours-sur-Marne, Reims, empresa do conceituado Grupo VRANKEN.

Apesar da pouca informação disponível sobre como foi feito, considere-se que para cumprir as normas da denominação de origem, este vinho teve de passar, pelo menos, quinze meses em garrafa, doze dos quais em contacto com as películas, antes de lançado no mercado.

Bah, o primeiro champanhe do blog, um comprado no LIDL! Aqui talvez pudesse argumentar que ah e tal, o puto a acompanhar a realidade do país. Mas não, foi mesmo acaso.

E se é perfeitamente possível, e até provável, que existam espumantes nacionais melhores que este, sobretudo no segmento de mercado em que se insere, não creio que se possa negar tratar-se de um vinho correcto e divertido. . .

. . . em todo o caso, um Champagne legítimo, seguramente não inferior às garrafas de Moët "normal" que, volta meia volta, consumia na minha outra vida, pelo menos como me lembro delas.

Não valerá a pena deixá-lo envelhecer em garrafa; acompanhou com sucesso um jantar de massa udon, gambas e vegetais salteados.

15€.

16