domingo, 6 de março de 2016

Quinta da Mimosa '2011

O Puto tem andado pouco activo, talvez por o dono se encontrar em paz. Curioso: no final dos últimos tempos de haxixe, pensava que tudo isto ia recomeçar a mexer consideravelmente, o fim da modorra a traduzir-se num enorme dinamismo antecipado.

Mas agora, uns dias depois de ter resolvido dar descanso aos fumos, começo a recordar que, antes desta última grande temporada de droga, outra maior passou sem ela. E se nessa altura considerei que não podia haver mal em recomeçar a charrar-me como um deus dourado, por algum motivo terá sido.

Adiante, ao vinho!

Este, produzido pela Casa Ermelinda Freitas, proveniente de vinhas com aproximadamente 50 anos de idade, localizadas nos terrenos arenosos de Fernando Pó, fermentou em cubas-lagar de inox, com maceração pelicular prolongada, e estagiou durante um ano em meias pipas de carvalho francês.

É maduro, cálido e meloso, muito Castelão, muito do sul, muito das areias de Palmela. Traz a fruta típica da casta, especiada, com um dedo de madeira e cacau também.

Estruturado e longo, enche a boca — enfim, mais um muito bom tinto da colheita de 2011, que acompanhou em grande o estufado de carne que se usou na noite em que o abatemos, com o I e a AC.

Apesar de não ser um estranho cá por casa, o último exemplar da marca de que aqui deixei registo foi da já longínqua colheita de 2006. Se a memória não me atraiçoa, tem vindo a manter o perfil. Mas deste, gostei um pouco mais.

7€.

16,5