segunda-feira, 11 de abril de 2016

Marqués de Riscal — Sauvignon '2012

O produtor adianta que o processo de elaboração deste monocasta Sauvignon Blanc foi idêntico ao do seu Verdejo, também de Rueda: após uma primeira maceração a frio, o mosto, clarificado, fermentou lentamente, a baixa temperatura, entre 13ºC e 15ºC, tendo o vinho resultante permanecido em contacto com as borras finas, para ganhar volume, antes de ser engarrafado.

Por natureza, é um branco jovem, pronto a consumir logo depois de lançado no mercado. Não precisa de tempo para se revelar; aliás, raras vezes a macieza, envolvência e eventual acrescento de complexidade que este tipo de vinho possa ganhar com o tempo de guarda compensam o viço que inevitavelmente se perde.

E assim, agora que está com quase quatro anos de idade e provavelmente no fim do seu intervalo de consumo óptimo, apesar de ainda não evidenciar cansaço, certamente em virtude da grande acidez que apresenta, terei de admitir que gostei mais dele quando o conheci, há aproximadamente dois anos atrás: um vinho brilhante, muitíssimo fresco e vagamente untuoso, de carácter varietal perfeitamente definido, com os tons verdes das pirazinas em destaque, acima de tudo por nunca lhe ter percebido uma marca definidora "frutada", e que logo passou a fazer parte das nossas escolhas habituais.

Aparte a acidez mais assertiva, diria que manteve o perfil do seu predecessor de 2011. Embora retenha boa parte da força que sempre o caracterizou, a base citrina está mais doce, a derivar em pêssego e tropicalidade, esta última quando a temperatura do líquido no copo sobe. O verdor, que antes era herbáceo, vincado, com um ponto picante, agora evoca sumo instantâneo, "Tang" de maracujá. Ainda interessante, com bom final, consuma-se antes que amoleça.

8€.

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