sexta-feira, 29 de abril de 2016

Titular — Touriga Nacional '2012

Comprei este numa passagem mais ou menos recente por Nelas, junto com o Alfrocheiro e o Encruzado do mesmo produtor, que também se revelaram porreiros. O novo Dão em tons clássicos! Ou o que for.

O desfile organoléptico: antes e acima de tudo o mais, amora preta com bergamota e lima. Também violetas e um dedo de especiaria quente, picante: pimenta e cravinho. Por fim, mas não menos importantes, alguns tostados e chocolate escuro, este em crescendo com o tempo de exposição.

Equilibrado na extracção, mas bastante longo e sápido, é um Touriga sóbrio e bem recortado, de sabor macio, impecavelmente seco, fresco e preciso — muito agradável e provavelmente no ponto.

Não sendo um Touriga explosivo ou sequer expansivo, como é mais habitual encontrar-se, provavelmente por ser o estilo que a maioria ainda julga melhor favorecer as caraceterísticas mais apelativas da casta, dá uma bela prova, sobretudo à mesa.

E eu dei-lhe bife do lombo, na pedra. Ao lado, batatas "fritas" no forno, para não sujar, e maionese de alho. Para encerrar, uma frase curiosa que ele me transmitiu, já a garrafa ia bem mais de meia: "possuirá, enfim, as suas peculiaridades de carácter, coisa transversal a gente interessante, apesar de não ser de gente que se trata, mas de um quase grande tinto".

A respeito do seu processo de elaboração, a ficha técnica que existe online refere uvas desengaçadas, fermentação alcoólica em lagares, a temperatura controlada, e estágio de metade do lote final, em barricas de primeiro ano, durante 12 meses. Foi engarrafado em Julho de 2014.

10€.

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