quinta-feira, 5 de maio de 2016

Adega Cooperativa de Borba — Garrafeira '2003

Abati recentemente uma garrafa deste vinho da Adega de Borba. Alentejano de ano muito quente, feito em estilo maduro, pareceu-me melhor e mais vivo que este seu predecessor da colheita de 2001, que aberto em Abril de 2010, já sugeria ligeiro declínio.

Aconchegante sem ser pesado, mostrou boa estrutura e acidez, a trazer consigo todo o sol que a ideia da região sugere e ainda a agradecer tempo para se libertar, dado que após hora e meia de arejamento num decantador, ficou muito mais limpo e definido que logo depois de servido directamente da garrafa.

Assim que se libertou dos cheiros de vinho com idade que inicialmente o marcavam, revelou um leque interessante de aromas expressivos e bons, com excelente concentração de frutos pretos, maduros, em primeiro plano, e depois café, folha de tabaco, pele e tostados aromáticos de madeira, tudo bem ligado.

Se juntarmos a isto o seu sabor macio e surpreendentemente fresco, de persistência bem razoável, será fácil concluir que se trata de um muito bom tinto e avançar que tem tudo para durar mais alguns anos, não obstante me seja difícil apontar, neste caso, para um número em concreto.

Foi produzido a partir das castas Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet, de vinhas velhas, tendo estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. O contra-rótulo refere um estágio final em cave, de 60 meses em garrafa, antes de lançado no mercado. Preciso de mais vinhos destes, feitos com calma.

13€.

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