segunda-feira, 23 de maio de 2016

Adega de Pegões — Colheita Seleccionada '2014 (Branco)


No nariz, uma mescla agradável de aromas cítricos e florais, frutos brancos e leves abaunilhados e fumados, que se tropicaliza um pouco com o subir da temperatura. Atractivo, apesar de alguma indefinição.

Na boca, porte e persistência medianos, com untuosidade característica a vincar-lhe o relativo peso. Redondinho, completamente não doce e bastante fresco, faz lembrar Chardonnay com toque de barrica, e não dos mais vulgares.

Impressiona quão bem acompanha courgette grelhada, queijo brie e pipocas com ou sem manteiga. O produtor adivinha-lhe cinco anos de potencial de guarda e sinto-me inclinado a concordar.

É já um pequeno clássico, de perfil bem definido e qualidade consistente de ano para ano — um vinho versátil que também é barato e se encontra amplamente disponível.

E assim, por estar sempre no papo e saber sempre bem, o último espécime desta linhagem ao qual aqui cedi algum espaço foi este 2011, abatido em Novembro do ano seguinte, não obstante os tenha vindo a acompanhar, sem saltar qualquer das colheitas mais recentes, com várias garrafas por ano, todos os anos. Fosse ele mais caro e/ou raro, teria, sem dúvida, outra atenção. E não é caso único.

Lote de Arinto, Verdelho, Chardonnay e Antão Vaz, fermentou e estagiou, durante 3 meses, em carvalho americano e francês.

3€.

16