sexta-feira, 3 de junho de 2016

Adega de Ponte de Lima — Loureiro, Colheita Seleccionada '2014

Estabelecemos a base numa casinha de madeira montes de fixe, ao lado de um regato, qual versão soft do lugar onde se desenrola a maior parte do relatado no grande "Big Sur", de Kerouac.

Passámos o tempo a passear pelos trilhos.

Aproveitei para beber produtos locais. Mas em vez de apenas Alvarinho — que mais que a casta bandeira do Alto Minho, é algo de facto ominpresente, sobretudo nos entornos de Monção e Melgaço — resolvi variar.

Aconteceu o primeiro escolhido ser um Loureiro, casta originária do vale do rio Lima, muito produtiva e ainda bastamente subvalorizada, da Adega Cooperativa de Ponte de Lima.

A respeito do seu método de elaboração, refere o produtor que as uvas, desengaçadas e esmagadas à entrada na adega, maceraram em contacto com as películas, antes de prensadas.

O mosto foi então decantado e iniciada a fermentação alcoólica. Por fim, o vinho foi filtrado, estabilizado e novamente filtrado, antes do engarrafamento.

Bebi-o bem fresco e na rua, ou melhor, no bosque, em balão relativamente magro, como aqueles que usualmente recomendam para Riesling seco.

Muito sucintamente: Cor palha. Simples e muito vivo, com limonados, banana e um melado silvestre de flores que diria amarelas.

Tem agulha, acidez vincada, crocante mesmo, e um final envolvente, de comprimento médio, em tons de caramelo, mas que não fica doce e limpa a boca.

Feito para ser bebido jovem, provavelmente piorará com a permanência em garrafa. Mas, no imediato, ainda muito fresco, pareceu-me o derradeiro vinho para sushi.

5€.

15,5