sábado, 18 de junho de 2016

Borges — Quinta de Simaens '2014

Ainda outro branco do Norte, abatido à beira do riacho de que já vos falei. O acto do seu consumo foi singularmente parco de notas. Citando: "fresco e ligeiro, bananeiro — dito assim, quase remete ao mundo do futebol",

seguido de "tenho cada vez mais firme a convicção de que bebida e natureza ligam maviosamente. Dito isto, se alguma vez tiver de ser um freak sem terra, procurarei, obviamente, ser um dos do campo, onde as agruras são temperadas com uma beleza que na cidade não há".

Nessa noite, fomos até um lugar com wifi e baloiços. E que momento, quando aguém não muito longe de nós se pôs a ouvir Joaquín Sabina, alto, a começar logo nesta!

Mas lembro-me perfeitamente do vinho e continuo sem muito que dizer. Um magro harmónico, simples e limpo, que aromaticamente remeteu ao verde, quando frio, e se tropicalizou com o subir da temperatura.

Agradável, apesar de não possuir grande presença ou expressividade. Se o ano em garrafa poderá ter feito bem ao Ribeiro do post anterior, suavizando-o, com este poderá ter acontecido o contrário, dado que fica a ideia de que o esmaeceu.

A Quinta de Simaens, sita nas imediações de Felgueiras e que inclui 40ha de vinha com uma média de idades de 15 anos, implantada em solo argilo-xistoso, pertence à Soc. dos Vinhos Borges.

As uvas, Alvarinho, Avesso e Loureiro, fizeram maceração pelicular, em câmara frigorífica, antes de prensadas. Após a prensagem, o mosto foi arrefecido e decantado, fermentando depois a 12-14ºC. No final da fermentação, o vinho foi trasfegado e iniciou o estágio sobre as borras finas, que se prolongou 4 meses.

4€.

14,5