segunda-feira, 13 de junho de 2016


O castelo de Castro Laboreiro está completamente destacado do povoado, no alto de um monte, 1033 metros acima do nível do mar. Não se sabe se originalmente foi edificado por Mouros, Romanos, ou no séc. X, a mando do rei de Leão, mas existe consenso sobre a sua conquista por D. Afonso Henriques, em 1141.

Arrasado durante a invasão Leonesa de 1212, foi recontruído por D. Dinis no final do séc XIII, altura em que terá tomado a feição definitiva, com dois recintos muralhados: no topo, o centro militar do conjunto, e a Sul, um outro, maior, que serviria para recolher gado e bens, em épocas de invasão.


Apesar da evolução das artes da guerra, manteve o interesse militar durante séculos, de tal forma que foi artilhado pela última vez em 1801, aquando da Guerra Peninsular.

Uma curiosidade: foi completamente destruído por uma explosão na manhã de 18/11/1659, quando um raio caiu no seu paiol. Outra: entre 1766 e 1778, foi utilizado como calabouço para alguns daqueles que se recusavam a apresentar os seus filhos recenseados ao serviço militar — terão passado por lá 400 pessoas.


Com a paz, foi desguarnecido e abandonado. Depois, parcialmente desmontado, as pedras reutilizadas em construções na vila. No século XX, foi classificado como Monumento Nacional pelo Decreto nº 33:587, de 27/3/1944.