terça-feira, 19 de julho de 2016

Château Robert '2011

Propriedade de Dominique Leymarie, as terras de onde provêm as uvas deste Château Robert estão localizadas nos arredores da cidade de Libourne, dois quilómetros a oeste do campanário da comuna de Pomerol — estou a citar o produtor — sendo a loja/sede aqui.

São aproximadamente 7 hectares de vinha, com uma média de idades que ronda os 35 anos, implantada em solo arenoso e cascalhento, com presença de ferro.

Lote composto por 85% de Merlot e 15% de Cabernet Franc, o vinho estagiou durante 18 meses nas cubas onde fermentou com maceração prolongada, antes de engarrafado. Ficou com 13% de volume.

Servido directamente da garrafa, trouxe consigo boa quantidade de fruta vermelha, cerejas e framboesas cozidas, com toque lácteo, e tantas especiarias, sobretudo depois de levado à boca, que, por momentos, pensei que tivesse passado por madeira.

Todo ele, aliás, denotou sempre certa profundidade, a fazer lembrar, por um lado, talvez o da terra, ferro, sangue, almíscar e cogumelos; por outro, algum "funk" e qualquer coisa verde também, aquilo que me pareceram urtigas, provável contribuição do Merlot apanhado em verde.

Posto isto, e mau grado todo o mal que vi dizerem dele por aí, vejo-me levado a conceder que se trata de um tinto bem interessante, ainda que a anos-luz dos grandes da região que, como é amplamente sabido, são de outro mundo, sobretudo no que concerne ao preço.

Ademais, não custa a agradar e é versátil à mesa, tendo acompanhado, no caso concreto do jantar em que o abati, uma daquelas coisas esquisitas que fazemos quando tempos tempo:

Salada quente com vários legumes mandolinados e cogumelos, batatas assadas com casca, fortes no "pinchos mix" e frango salteado com cerveja e mostarda, com ampla variedade de molhos, daqueles baseados em maionese, a acompanhar.

No fim de tudo, confirmou-se com um queijo de mistura, da Soalheira. E suspeito que com um bife ainda tivesse ido melhor...

15€.

16,5