segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Campolargo — Dão '2008

Primeira de duas garrafas de Campolargo do Dão, bebidas no mesmo dia, em jeito de micro-vertical.

O contra-rótulo diz o seguinte:

"Terceira vindima da nossa vinha de Lagarinhos, Gouveia. Boas condições de tempo até à vindima, que foi feita em duas etapas separadas por sete dias. Isso não impediu a fermentação conjunta de todas as castas [Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz] em lagar aberto com pisa manual. Fermentação maloláctica em barrica usada de carvalho francês onde permaneceu em estágio até ao enchimento de 10131 garrafas em Fevereiro de 2010".

No nariz, primeiro, frutos negros, muito maduros e indiferenciados, parcialmente compotados, fundidos com elementos balsâmicos e sanguíneos; mais lá para a frente, licores, tosta e café. Na boca, uma acidez, se não mordente, pelo menos bem vincada, taninos já perfeitamente domados e final de médio a longo.

Parecendo a acidez exagerada numa primeira abordagem, fiquei com a ideia de que, pelo menos agora, será o ponto-chave do seu interesse: é que apesar da idade deste vinho e do seu perfil escuro e duro, que remete a mente a coisas pesadas, ele continua inquestionavelmente fresco e interessante.

Curiosamente, a S, tantos anos depois, ainda tão crítica relativamente a tinto, gostou dele.

12€.

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