quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Morgado de Sta. Catherina — Reserva '2012

Outro vinho sobre o qual não tirava impressões há muito tempo, apesar de também ser daqueles que se repetem à minha mesa — o último que aqui comentei foi da colheita de 2009, aberto em 2013.

Monocasta Arinto, estagiado durante dez meses nas barricas de carvalho francês onde fermentou, foi produzido pela Quinta da Romeira, que se situa entre Vila de Rei e Alverca do Ribatejo, aqui.

Quinta que fazia parte do Morgadio de Santa Catherina, instituído em Bucelas por Luís de Vasconcelos e Sousa, terceiro conde de Castelo Melhor, em homenagem a D. Catarina de Bragança, uma alentejana muito bonita que foi rainha consorte de Inglaterra, uma santa de paciência e, dizem, a responsável pela instituição do costume do chá das cinco.

Está um branco com 14% de álcool, forte, fresco e persistente, com muita fruta de caroço — pêssego, alperce — e alguma barrica, ligeira, em todo o caso, a compor o conjunto.

Tão voluptuoso quanto elegante, respira distinção, mas também agrada facilmente. Encontrei-o, em definitivo, na linha dos seus predecessores, e ainda outra vez, um dos brancos incontornáveis de Portugal, se não da Península.

Como qualquer branco que se preze, é para beber à vontade, com ou sem mastigação pretensamente compatível. Mas com queijo Brie . . .

10€.

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