terça-feira, 9 de agosto de 2016

Villa Maria — Private Bin, Sauvignon Blanc '2014

A dada altura, senti crescer certo interesse pelas coisas do novo mundo, mas a onda não teve momento suficiente. Assim, até ao presente, em todo o blogue, que conta com 947 entradas dedicadas a vinho, desde 29/4/2008, a etiqueta "Nova Zelândia" apenas devolve três resultados, tendo o último sido publicado em Janeiro de 2012, também a respeito de um Sauvignon popular, de entrada de gama, como o de que cuida este post.

Ora, todos os poucos que experimentei se mostraram propostas sólidas, varietalmente correctas e bastante agradáveis, que apesar de não maravilharem, também não defraudaram. E este vinho, bebido já a caminho da curva descendente, foi mais um que se portou assim.

Muito limpo e possuidor de marcada acidez citrina, veio todo em tons de verde, um verde alegre e macio, com muito maracujá maduro e lima a transfigurarem-se, com a permanência no copo, em toranja, carambola e abacaxi.

O paladar está bem afinado, seco sem ser austero, e ainda tem bastante força, mas termina algo curto, com um desvio, evidentemente residual, para a doçura. É um vinho franco, na medida em que parece não guardar segredos. Feito para ser bebido jovem, estaria provavelmente melhor há um ano atrás, quando mais viçoso.

As uvas provieram de diversas parcelas do produtor, localizadas nos vales dos rios Awatere e Wairau, em Marlborough, vindimadas entre o princípio de Março e meados de Abril. O mosto fermentou a baixa temperatura, sob acção de leveduras seleccionadas, após pisa mecânica, tendo o vinho resultante sido engarrafado sem qualquer tipo de estágio.

10€.

16,5