sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Titular '2013

Diz a S que o blog anda mal. Sem sumo. Que lhe parece que defini um modelo-tipo de post ao qual moldo praticamente todo o conteúdo. E tem razão. Mais: de momento, não me limito a não sentir vontade de vir aqui dizer coisas ao mundo, é algo mais entranhado.

Há dias, limpámos umas prateleiras. Deitei fora, então, dois cadernos "antigos", com algumas das primeiras impressões aqui publicadas. E que coisa impressionante, a facilidade com que enchia uma página A4 de anotações, mesmo quando o mote eram vinhos correntes, vinhos de merda, alguns deles, a atenção, o empenho com que lhes procurava ... o quê?

É pois, este, mais um post sumário. Cumpre apontar que regressei, recentemente, ao Dão simples; pelo que tenho experimentado, estou convencido que, no presente, é de lá que vêm as melhores propostas de entrada de gama, em Portugal.

Engarrafado em Junho de 2014, este vinho partiu das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen. Não passou por madeira. O produtor é a Caminhos Cruzados, de Vilar Seco, Nelas. Deles, já tinha gostado deste e deste, também tintos.

Servido directo da garrafa, logo mostrou grande vivacidade e sumarência — densidade frutal, em portunhol — com ginja e seu licor em destaque, mas também cereja, alguma vinosidade e ligeiro funk. Uma paleta tão simples quanto composta e, por isso, sobejamente satisfatória.

O sabor, fresco e fácil, confirmou as sugestões olfactivas com precisão considerável, mau grado o pontual tanino rebelde que se ia deixando perceber no fim de boca.

4€.

16