terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Casa de Saima — Reserva '2009

Abri recentemente, em paralelo, duas garrafas de Casa de Saima "Reserva" que servirão de mote para este e o próximo post: um exemplar da colheita de 2009, já com sete anos de existência, e outro de 2012. Ora, exige o rigor que esclareça, desde já, que nem o Saima mais antigo está velho ou qualquer coisa que se pareça, nem o mais recente é um vinho novo. Aliás, pareceu-me notável a proximidade verificada entre estas duas garrafas, que se encontram, claramente, no mesmo patamar de evolução, apesar da diferença de idades.

Long story short, este 2009 fez-se de fruta vermelha — cereja, framboesa — e mineral — grafite, terra — só com um toque balsâmico, algum tipo de resina. De volume mediano e persistência satisfatória, está super fácil de beber, a idade bem mais sugerida (está tão fresco que não me atrevo a dizer denunciada) pela coesão do conjunto que pelas poucas, se algumas, notas de evolução apresentadas.

Será ainda digno de nota o facto de este vinho me ter parecido mais ligeiro e jovial que os "Reserva", por assim dizer, antigos da casa, aqueles do rótulo branco, produzidos aí até meados da década de 2000, quando o Dr. Carlos Almeida e Silva, ex-marido da actual proprietária, ainda integrava o projecto — coisa que já tinha notado neste 2010, quando o bebi, novinho, em 2013.

Os 18ha de vinha desta produtora não são contíguos, encontrando-se dispersos por várias propriedades da Bairrada, localizadas entre Fogueira, Paraimo, Ancas e S. Mateus, e não aferi de qual ou quais proveio a matéria-prima deste vinho. Facilmente acessível está a informação de ter sido criado a partir de Baga (60%) e Touriga Nacional, vinificadas de maneira clássica, com fermentação em pequenos lagares abertos seguida de um ano de estágio em tonéis antigos, de madeira de carvalho.

6€.

16,5