domingo, 5 de fevereiro de 2017

Morgado de Sta. Catherina — Reserva '2013

Cor palha. Manteve o perfil do 2012 — sobre pêssego e pêra, ou melhor, generalizando, frutos de caroço, baunilha e tostados, barrica — talvez um pouco mais pesado, mais outonal que ele.

É gordito, vacalhufo, mas possui frescura suficiente e um fim de boca muito bom.

O tempo no copo trouxe-lhe marmelada e caramelos de fruta — engraçado como me fez lembrar aqueles caramelos de limão "Penha" que em miúdo recebia quando me portava bem na escola.

Engarrafado em Abril de 2015, após 10 meses em madeira, é um monocasta Arinto dos solos calcários da Quinta da Romeira, que foi adquirida pela Wine Ventures à Companhia das Quintas em 2013.

O contra-rótulo contém uma nota de prova algo barroca. A respeito destas, observa Jennifer Rosen, no seu livro "Waiter, There's a Horse in My Wine", serem "one part winemaker's ego to two parts PR copywriter's fantasy" e que "any resemblance to the wine inside, living or dead, is purely coincidental." Mas aqui, não. Removido o floreado, pareceu-me honesta. Engraçado.

Foi o vinho da noite do jantar dos meus 12 anos com a S.

10€.

16,5