quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Flor das Tecedeiras '2013

A propriedade fica na margem esquerda do Douro, ao lado da Quinta de Roriz e de frente para a Romaneira. Antiga, foi pertença do condado de S. Pedro das Águias, habitada por freiras que se dedicavam à tecelagem do linho que lá era cultivado. Mais tarde, em época indeterminada (tanto quanto sei), mas muito anterior ao surto de filoxera da segunda metade do século XIX, começou a produzir vinho.

A história recente da marca é breve: em 2000, o proprietário da quinta chegou a acordo com a Dão Sul para um arrendamento de longa duração que englobava vinhas e adega. O então enólogo e sócio da Dão Sul, Carlos Lucas, desenvolveu a marca e os vinhos, que rapidamente obtiveram reconhecimento q.b. — e eu adorava-os.

Mas, em 2011, saiu da empresa, em ruptura com o principal accionista, Joaquim Coimbra (fonte), e não houve Tecedeiras em 2012. Em 2013, a Lima & Smith comprou à Dão Sul / Global Wines a marca e o direito de exploração das vinhas, e este foi o primeiro vinho a sair de lá após a mudança de gestão.

Vinho básico da casa, consiste num lote tipicamente duriense de tourigas Nacional e Franca e tintas Roriz, Barroca e Amarela, implantadas a baixa altitude, entre os 90 e os 190 metros, com exposição a Norte. Não passou por madeira.

Popped & poured, mostrou-se um peso-médio cheio de energia, cheio de frutos silvestres, com toque floral, doce, e vagamente lácteo. Relativamente simples, mas cativante. Macio, fresco e num ponto de evolução que estará próximo do ideal, termina razoavelmente longo.

Agora há que experimentar os "Reserva"!

9€.

16,5