sábado, 25 de março de 2017

Cistus — Grande Reserva '2009

Garrafa nº 1032 de 10335 enchidas em Abril de 2014: 42% Tinta Roriz, 35% Touriga Franca e 23% Touriga Nacional; estagiou 21 meses em barricas de carvalho francês.

Cor granada, escura e concentrada.

Abre etéreo. Intenso, mas um pouco preso. Agitado, mostra frutos negros de nenhuma espécie em particular, doces, com toque de rebuçado. E baunilha, coco, toffee e moca. Barrica.

Saboroso, com acidez suculenta e corpo suficiente para compensar o álcool, 16%, que aquece sem amargar, tem bastante força e algum grão também. Fácil de beber, mau grado o estilo extraído. Termina longo.

Vale a pena referir a evolução no copo. O lado químico/floral das Tourigas tem um momento de evidência antes de o conjunto estabilizar em plano mais discreto, com empireumáticos à frente da fruta macerada.

Lançado no mercado quase 8 anos após a colheita, o topo de gama da Quinta do Vale da Perdiz, de Torre de Moncorvo, é um vinho grande, que ainda pede tempo em garrafa.

Foi enviado pelo produtor, que recomenda um PVP de 20€.

17

quarta-feira, 22 de março de 2017

Filmes (78)

Bring Me the Head of Alfredo Garcia




Mais uma brutalidade de Peckinpah :P

domingo, 19 de março de 2017

Solanera — Viñas Viejas '2012

Nunca tinha bebido nada provindo da denominação de origem Yecla, localizada no nordeste da província de Murcia.

70% Monastrell (Mourvèdre), 15% Garnacha Tintorera e 15% Cabernet Sauvignon. Segundo o produtor, as cepas das duas primeiras castas referidas têm cerca de 40 anos e o Cabernet, metade dessa idade.

Gerou-se certo hype à sua volta quando Robert Parker lhe atribuiu 94 pontos em 100 possíveis, em Novembro de 2013. Não morro de amores pela parkerização e seus derivados, mas compreendo que tantos pontos suscitem interesse, então tratando-se de um vinho relativamente barato.

Servido directamente da garrafa, a 16 °C.

A cor, granada, escura, não retinta.

Logo depois de aberto, bouquet de amora, mirtilo e ameixa: não como aqueles espécimes desengraçados, acídulos, que habitualmente se encontram nos supermercados: fruta escura, doce, seca ao sol. Alguma compota. Especiarias. Fumo, barrica já assente (estagiou 10 meses em carvalho francês e americano).

Intenso, mas também macio, de corpo largo. Ainda firme, com acidez suficiente. Persiste denso, com insinuações de grandeza.

Enfim, algo diferente daquilo que costumo consumir. Fácil, mas genuinamente rico. Bem fixe.

12€.

16,5

quinta-feira, 16 de março de 2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

Vista Alegre — Colheita '2000

Engarrafado em 2014.

Tem cor acastanhada, bastante densa e escura, tendo em conta tratar-se de um tawny com idade.

Inclina-se para a aguardente e os frutos secos tostados, com notas de caramelo, licor e ranço — definitivamente, somethin' funky goin' on.

É um "Colheita" vigoroso, dos mais robustos que já bebi.

Versátil, esteve bem com bolo de noz, filhoses, chocolate em barra, pão com compota… Mas foi com castanhas assadas que me pareceu melhor.

Antes dele, o único Porto da Vallegre aqui registado foi um LBV de 2002 que deixou "mixed feelings".

23€.

17

sexta-feira, 10 de março de 2017

Om — Pilgrimage

O terceiro álbum dos Om abre assim...



O som é grandioso, épico.

E as letras não destoam:

Trumpeter sounds a periphic dream the cries now shorn as prelate falls and send away.
Overture mits' forth clarion sky to sun she climbs and sheds her wings into the sea.
Memories rise to obscurate orb — the astral causate forms dissolve and send away.
Severance from illusory field the pilgrim wills to correspond with freedom.

Hold the oscillate light driven on to sender.
Soul arraigns the perceived and the seen to reap.
From the little drawn breath climbs away to the freedom sea.
Consecrates the sushumnic vertebrae.



#1, Pilgrimage

terça-feira, 7 de março de 2017

Lisini — San Biagio '2013

A Azienda Agraria Lisini está localizada na província de Siena, 8 Km a sul de Montalcino, perto do povoado de Sant'Angelo in Colle.

Feito exclusivamente com Sangiovese Grosso, ou Brunello, a grande casta da região, e engarrafado sem passar por madeira, este é o seu vinho de entrada.

Tem cor pouco carregada e nariz rico em cereja e frutos do bosque, vermelhos, a que se juntam especiarias, flores e um toque medicinal.

Mais difícil de descrever face à ausência de bons termos de comparação que objectivamente indistinto. Enfim — este terá de ser o melhor termo de comparação — bastante varietal.

Na boca, nem quente nem frio. Seco. Apesar dos taninos ainda um pouco duros, evidencia finura, infere-se um bom trabalho na adega.

É um tinto bonito, dotado dos traços de um Brunello di Montalcino, mas menor em concentração, amplitude, complexidade.

O seu maior pecado é faltar-lhe a substância necessária para consubstanciar o carácter vincado que tem.

9€.

16

sábado, 4 de março de 2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

Carolina '2013

Este é o segundo vinho da Quinta da Carolina, propriedade situada na margem esquerda do Douro, 4 Km a sul do Pinhão: "field blend" de cepas com cerca de 40 anos, onde predominam Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Barroca...

Fermentou em lagar, fez a maloláctica em cubas de inox e estagiou, seis meses, em barricas de segundo ano. Encheram-se 3000 garrafas, não numeradas, em Janeiro de 2015.

Muito Douro no nariz, da linha clássica: os frutos, pretos e vermelhos, possuem uma madurez "circunspecta", entremeada de mato seco/esteva.

Agradavelmente texturado na boca, é equilibrado, persistente — substância sem soberba — e uma alegria suave, como que pequenina, mas tão presente que o ilumina todo.

Enfim, um vinho muito bonito, a que falta um bocadinho de dimensão, e de "wow factor" — impressionabilidade? — também, para se poder contar entre os mesmo muito bons.

9€.

17