sexta-feira, 16 de março de 2018

Filmes (85)






Tommy e Austin, pai e filho, são médicos-legistas numa pequena cidade do interior dos EUA. Numa noite igual a tantas outras, recebem o corpo de uma rapariga não identificada, removida da cave de uma família assassinada sob circunstâncias bizarras. Mas, com o avançar da autópsia, vão-se apercebendo de que algo não bate certo.




Uma canção que se repete curiosamente na rádio. Telefones que deixam de funcionar. Sangue espalhado onde não devia. Gavetas frigoríficas abertas. O gato da morgue que sai mortalmente ferido de dentro de um respiradouro. O corpo da desconhecida: imaculado por fora, todo fodido por dentro.




Eventualmente, apuram que a rapariga não é deste tempo, mas uma presumível bruxa, torturada com requintes de crueldade e deixada por morta, nos idos do século XVII. Mas a língua cortada, o dente arrancado e forçado boca abaixo, o veneno, os pulsos e tornozelos quebrados, a pele lacerada com marcas ritualísticas, as entranhas queimadas e cortadas, a fogueira... em vez de matarem uma bruxa, criaram-na a partir de uma inocente.




E agora ela ressuscita um bocadinho cada vez que mata, coisa que passou os últimos séculos a fazer, sempre que ia sendo "encontrada"... E um dia será capaz de se levantar, e aí caminhará sobre a Terra, marchando inexorevalmente sobre o sangue e as entranhas dos hoje considerados justos, para glória suprema de Satanás!! Enfim, o filme não vai tão longe... Em todo o caso, no presente, apesar da mobilidade ainda reduzida, a rapariga é resistente, decidida e cheia de recursos. O seu bom gosto musical é outro "plus", mas isso será tema para um próximo post.