quinta-feira, 12 de abril de 2018

Recorrente, a discussão sobre o blog de vinhos como veículo do desocupado que troca o seu muito tempo livre e torpe engenho – gato – por uma data de boas garrafas à borla – lebre.

Normalmente, apontam o dedo acusador os visitantes desses mesmos blogs ou utilizadores de fóruns ou grupos de redes sociais dedicados ao tema. Não há nada de estranho nisso: é gente do vinho na net que acusa de coisas outra gente do vinho na net.

Pessoalmente, e não tenciono com estas linhas responder a alguém, dado que o "puto" é demasiado pequeno para essas coisas e assim pretende manter-se, não sei quantos convites para eventos recebi desde algures em 2008. Certamente muitas dezenas, talvez mais. Nunca fui a uma única. Nunca ponderei seriamente ir a uma única.

Quanto ao vinho à borla, sim, já recebi algum, já me obriguei a provar algum que recebi sem ter pedido e jamais compraria, já me obriguei a tentar entendê-lo e, em alguns casos menos inspiradores, quase a garimpar para ter algo a dizer. Mesmo que no final a opinião publicada não fosse positiva.

Ah, tantas vezes é mais aborrecido ter de beber o que não se escolheu e ter de escrever sobre ele, num intervalo de tempo que, mesmo não sendo forçado por uma qualquer cláusula contratual, acaba por ter os seus limites pressupostos por um sentimento de decência face às expectativas de quem enviou e que também incomoda quando não se consegue!

Ora, se ele existir, e acredito piamente que exista, tenho pena do dissimulado que se obriga a procurar interesse onde não o encontra naturalmente, por umas hipóteses de aumentar a sua rede de contactos e/ou umas garrafas de vinho à borla! Se ele existir, espero que me leia e fique também com pena de si mesmo.

E que cresça qualquer coisa e passe a fazer, nem que seja só um pouco mais, aquilo que realmente quer. Que esta vida é só uma e não dura nada...