sábado, 12 de maio de 2018

Blanche de Namur

Blanche de Namur, que viveu entre 1320 e 1363, foi rainha consorte da Suécia e Noruega por casamento com Magnus IV. Filha mais velha do marquês Jean I de Namur e de Marie d'Artois, ficou na história como uma rainha a valer: política e socialmente activa, gira e esperta.

É também o nome de uma Witbier — cerveja branca, feita com trigo e aromatizada com casca de laranja e sementes de coentro, entre outras especiarias — belga, produzida pela Brasserie du Bocq, empresa familiar que labora em em Purnode, perto de Yvoir, desde 1858.

Para além do habitual e, até certo ponto, expectável — cereal e levedura, fruta e amargor —, mostrou certo "punch" cítrico interessante: mais distinto que o presente numa Hoegaarden, mas menos que o de uma Hoegaarden servida com rodela de limão.

Outro aspecto que me agradou (que cervejas é que, aqui, têm direito a post?) foi evidenciar, com uma clareza de que não estava à espera, as especiarias com que foi feita. E tudo isto sem magoar o equilíbrio, de tal forma que, agora mesmo, ao escrever sobre ela, noto querer referir o "qualificativo dos piços", digo, a palavra "suave", que talvez aqui não caísse como uma vagueza desnecessária. Também por só ter 4,5% de álcool, mas, definitivamente, não só.

Apesar de relativamente leve de corpo, a sua espuma cremosa e boa carbonatação tornam-na capaz de acompanhar mais que apenas futebol na TV. No meu caso, foi com sushi, e não considero que me possa queixar, muito pelo contrário. Melhor enquanto bem fria, entre 2 e 4 ºC.

Custou 3,99€/33cl no ECI.