domingo, 27 de maio de 2018

Quinta da Nave — Colheita Seleccionada '2015

A Quinta da Nave, de Valverde, Fundão, faz vinhos potentes, em estilo directo, frutados, verdadeiramente sumarentos e tendencialmente extraídos e alcoólicos, que depois coloca à venda a preços que me parecem bastante inferiores ao que podiam ser (espero não estar a dar ideias).

E este "Colheita Seleccionada" não foi excepção. Carregado de fruta silvestre, vermelho-escura, azul, roxa e preta, não colhida, a cozer ao sol, transportada por uma acidez que, considerando o maduro que torna sumarento e o quente que refresca, só se pode considerar boa e bem colocada, é dos meus tintos jovens preferidos.

Em suma: é um grande vinho? Não. É para todos os gostos? Não. Para quem gostar ou aceitar bem o estilo, é de lamber os beiços? Sim. Ainda melhor que este, ou pelo menos como me lembro dele: afinal, foi abatido há tanto tempo...

E, pelo menos a mim, parece dado.

O contra-rótulo diz o seguinte: "A Quinta da Nave localiza-se num terroir privilegiado da Cova da Beira, estando na posse da família Almeida Garrett há quatro gerações. Caracteriza-se por apresentar uma exposição a Sul com solos argilosos, derivados de xisto, com presença de seixo. Este vinho foi elaborado a partir das castas Tinta Roriz e Touriga Nacional e estagiou em barricas de carvalho francês durante 6 meses. Consumir preferencialmente entre 16 e 18 ºC."

Quando foi, esqueci-me do que estava a fazer e bebi-o todo em menos de hora e meia, junto com uma pizza destas, inteira. Apesar de tudo, não é habitual.

3€.

16