domingo, 23 de fevereiro de 2020

Tinha o hábito de aqui partilhar pequenos pedaços de filmes que me tinham agradado especialmente. Podia ser que alguém visse e gostasse. Até que um dia, "content strike". Descobri então que o Caligula de Tinto Brass era considerado obsceno, à luz das normas do Youtube. Face a isso, apaguei a minha conta de lá e, com ela, a secção dos filmes daqui.

Depois foram as músicas e os jogos de xadrez. Entre a morte de hosts onde tinha alojados ficheiros que permitiam tais partilhas, a falta de quem manifestasse interesse nesses conteúdos e o trabalho relacionado com montar tudo de novo... não valia a pena.

As velharias e outros que tais. Oh, as velharias e outros que tais :)

Tentei manter viva a chama tanto quanto possível. Mas "time makes you bolder, even children get older and I'm gettin' older, too". Só porque, na verdade, me custa premir o botão de "apagar" de uma vez por todas, ficam os vinhos. O miolo do blog, um miolo de suma impermanência, que as notas de prova caducam. Mas não digo que não aconteça, pontualmente, deixar aqui mais algum.

As fotos, para já, porque não? Afinal, recordar é viver e não haja dúvida de que são "recuerdos" espectaculares.

Os trechos dos livros, meh.

E em jeito de "by the way", não podia concordar mais com isto.

domingo, 17 de novembro de 2019

O haxixe afasta-me dos homens e das suas coisas, o álcool dá-me vontade de potência.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Maritávora - Reserva Nº4 '2011

A Quinta de Maritávora fica ao km 88 da EN 221, à beira de Freixo de Espada à Cinta. O produtor remonta à segunda metade do séc. XIX, quando José Junqueiro Júnior, pai do poeta Guerra Junqueiro, adquiriu um conjunto de propriedades na região, muitas das quais percmanecem na família. O estilo é tradicional, mas voltado para a modernidade. Os vinhos são da autoria de Jorge Serôdio Borges.

Este, feito, de acordo com o contra-rótulo, com Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e outras, provenientes de vinhas com idades compreendidas entre 15 e 50 anos, fermentou em lagares de pedra, com pisa a pé, e estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês. Mais uma vez, recorde-se que 2011 foi um grande ano.

Escuro e concentrado, mostrou densidade, 15% de álcool e alguma opulência. No entanto, a fruta é super sólida e a barrica funciona, pelo que, em vez de pastoso, resulta envolvente, fácil de beber e não enjoa.

É claramente um vinho da sua terra, mas dos finos, dos bem cuidados. Ainda por cima, nesta fase, todo ele está em harmonia. Provavelmente, no auge. Valerá a pena guardar?

17€

17,5

domingo, 13 de outubro de 2019

Tapada do Chaves '2014 (Branco)

A propriedade de Frangoneiro, Portalegre, possui uma localização invejável, à beira da Serra de S. Mamede, cepas velhas e uma vasta história de muito bons vinhos.

Tendo, num passado recente, pertencido à Murganheira, foi adquirida, em 2017, pela Fundação Eugénio de Almeida, que tratou de valorizar, não só as coisas e os vinhos, mas tmbém a marca, apelando aos seus pergaminhos, a uma imagem retro e a um reposicionamento no mercado, um degrau acima daqueles que os respectivos predecessores ocupavam.

Este é, então, um branco de 2014, ainda feito nos tempos da Murganheira, mas já lançado no mercado pela FEA. As castas são Arinto, Antão Vaz, Assario, Tamarez e Roupeiro. Detalhes acerca da elaboração ou estágio, não aferi.

Cor palha. A princípio, indefinido. Pouca fruta. Mais arejado, agitado no copo, algum marmelo e o seu doce, a par de alguma tropicalidade. E flores. E notas químicas, petroladas, a fazerem lembrar, no seu conjunto, o solvente que tradicionalmente era usado pelos sapateiros para remover cola. Bom peso e untuosidade na boca, com frescura a corresponder, num conjunto ao mesmo tempo potente e equilibrado. Final médio+/longo, a perdurar na acidez.

Não nego que possua a sua dose de substância, beleza e até originalidade, mas, na minha opinião, não tem o brilho, o "factor uau" que espero de um vinho de 20€. Agora, se ainda viver daqui a 20 anos...

16,5

sábado, 5 de outubro de 2019

Breve passagem pela Feira do Vinho do Dão

A 28ª edição da Feira do Vinho do Dão teve lugar em Nelas, entre 6 e 8 de Setembro, e nós passámos lá na tarde do último dia, em desvio incluído num périplo "algo turístico" pelo centro-norte, que também contou com uma noite num festival de música electrónica chamado Insomnia, muito trance, muito buda dourado a expandir a consciência de não sei quem, talvez dos presentes, ou só de alguns, e algum speed, não posso dizer que muito, infelizmente, talvez, que foi o elemento que ajudou o evento musical a escapar. Isto em jeito de introdução a uma série de notas de prova, um mês depois de lá ter ido, publicadas agora para não acontecer como no ano passado, em que lá fomos e provei e falei tanto, e tanto apontei também, mas nada publiquei em tempo útil e o suporte informático dessas notas morreu, levando-as consigo.

A lista que se segue não é exaustiva e incide especialmente nos brancos. Isso acontece porque:

i. apesar de prova ser prova, com quantidades a corresponder, não andei por lá a cuspir vinho e, a dada altura, o cansaço começou a fazer-se notar: primeiro para apontar, depois até para beber;

ii. alguns dos expositores são sempre ocupados por grupinhos de "laretas", usualmente gente de meia idade e presumível seriedade, que faz questão de monopolizar os produtores ou os seus representantes com verdadeiras conversas de merda, de certeza que mais por atenção do que para aprender. Lembro-me de aguardar a minha vez para provar algo, já não sei em que barraquinha, mas de lá estar colado um senhor cheio de questões. Tantas, mas tantas, que, a dada altura, já iam, literalmente, na China. Digo, na penetração desse produtor no mercado chinês. E face a um simples "Para o Japão, já vendi umas caixas; agora, China, não. Mas está na China?" por parte do "entrevistado", o senhor em questão responde "não, nem nunca lá fui, mas..." e meio minuto depois estava a colar-se noutro expositor.

Dito isto, e sem mais delongas, por ordem de aquisição das notas, temos:

Quinta Mendes Pereira - Alfrocheiro Reserva '2012: O primeiro da tarde, apresentado por uma das pessoas mais simpáticas com que nos cruzámos no certame. Varietal e extraído q.b. Ginja e frutos pretos, licor, toque alcoólico, algo quente e capitoso. Grande e forte. Acredito que a 14 ºC e com algum tipo de companhia de trincar, digo, até um simples pão com chouriço, tivesse mostrado mais. 16

Quinta das Marias - Alfrocheiro '2016: Mais fresco e equilibrado que o precedente -- muito bem dimensionado, aliás -- mas sem "factor uau". 16,5

Aqui decido começar a experimentar brancos, na expectativa de, mais tarde, voltar aos tintos. Mais uma vez, estava em passeio, não tendo definido um método de ataque ao "problema"...

Quinta das Marias - Encruzado: Não apontei o ano: provavelmente, a edição de 2018. Encruzado sem madeira, jovem, vegetal e floral, de paladar seco e carnudo, muito característico. 16,5  

Quinta dos Carvalhais - Branco Reserva '2017: Flores, citrinos, baunilha. 1+1+1=3. Mas fresco e longo. Prazeroso. 17

Quinta dos Carvalhais - Encruzado '2018: Muito carácter varietal, mas menos finesse do que esperava. 16

Casa da Passarella - Villa Oliveira, Encruzado '2018: Mais preciso que o monocasta da Qta. dos Carvalhais, com a madeira a ligar muito, muito bem com os aromas da casta. Muito fresco, bastante longo. Até ver, o melhor. 18

Quinta da Fata - Encruzado '2018: Menos "punch" que o Villa Oliveira, menos substância também. Mesmo assim, grande equilíbrio e classe num vinho fresco e longo, todo ele bem ligado. 17

Valedivino - Branco Reserva '2012: Muito delicadamente floral, com toque de evolução e sugestões que juraria de barrica, apesar de por lá não ter passado. Firme e estruturado, um branco sólido. 16,5

Quinta do Escudial - Encruzado: Outro a que não apontei o ano. Ademais, a internet não sabe de monocastas Encruzado recentes da casa. De qualquer forma, deixou óptima impressão, que passo a transcrever: Talvez mais vegetal/floral, mais leve e alegre que a maioria dos outros varietais da casta provados até agora. Bem fresco, com ponta de austeridade na boca que cai bem. 17 

Quinta dos Roques - Encruzado '2017: Gordo, glicerinado -- 50% do lote passou por madeira -- mas em equilíbrio. Grande e bom, mas prefiro um estilo mais leve. 16,5

Julia Kemper - Vinhas Seleccionadas, Blanc de Noir '2018: Um branco de casta tinta, todo ele Touriga Nacional,  fermentado em bica aberta: saem as cascas e películas, o sumo da polpa fermenta sozinho. Tem a estrutura e a acidez de um TN jovem, e o nariz de um bom branco da região, daqueles sem madeira, repleto de flores brancas, a evoluir para fruta de polpa clara. Muito interessante. Comprámos uma garrafa para acompanhar o jantar. 16,5

Depois do jantar -- na representação que o restaurante Retiro das Laranjeiras tinha no local, muito bom --, ainda provei mais um ou outro, mas já não tirei notas. Excepção para o Quinta da Vegia - Superior: Não apontei o ano. 2013? Potente, complexo, equilibrado, cheio de sabor. Um vinho grande que também é um grande vinho. Mas que certamente pedirá tempo, paciência e um acompanhamento à altura, na mesa. 18

Em suma, um belo evento, a pedir uma visita mais atenta no ano que vem.

sábado, 28 de setembro de 2019

Duorum '2018 (Branco)

Enviaram-me o mais recente branco do projecto duriense de João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco. Duorum tem como base a Quinta de Castelo Melhor, situada ao km 216 da EN 222, entre V.N. de Foz Côa e Almendra: uma grande propriedade, construída de raiz, por junção de muitos pedaços de terra inculta, adquiridos para a constituir, que desce dos altos até ao rio. Segundo o produtor, as vinhas de onde proveio a matéria-prima para este branco, Rabigato, Gouveio, Arinto e Códega do Larinho, encontram-se a cota elevada, 400-500 metros sobre o rio. Indica ainda a respectiva ficha técnica que um terço do lote fermentou em barrica.

A prova mostrou um vinho de dimensões a apontar ao "médio +", com basta frescura e, acima de tudo, excelente equilíbrio. Longo e substancial, a revolver em volta de florais e frutos de caroço, mostrou-se sempre sóbrio, mas também interessante, como a querer remeter aquele que dele fala para palavras que podem ser difíceis: contido, elegante... e pior, mineral. Uma proposta realmente sólida de um produtor, para mim, ainda meio por explorar, e também mais um Douro branco que me pareceu "saber mais do que cheira". Será esta recorrência casual, advirá da procura meio inconsciente de um perfil ou serão as sensações que me fazem acreditar nela mero resultado de um chavão que "colou"? Sim: as coisas ditas, lidas, sugeridas, cheiram e sabem que se fartam. Como quando Frédéric Brochet pintou um branco de tinto e o deu a provar a 54 estudantes de enologia de Bordéus. O resto é história. Enfim, terei de experimentar algo declaradamente diferente para tirar as teimas.

PVP recomendado, 12,49€

17

sábado, 21 de setembro de 2019

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo - Reserva "Terroir Blend" '2015

A propriedade fica na margem direita do Douro, à beira rio, pouco depois do Pinhão. Diante dela, mas do outro lado, ergue-se a Quinta do Pôpa. Apesar de o produtor ser recente, não falta tradição vinícola àquela terra e àquelas gentes. Ademais, o projecto surgiu, logo à partida, com dinheiro e ambição, o que é uma grande ajuda a que este tipo de coisas avance depressa e bem, como se tem vindo a verificar. Para além da produção de vinho, a quinta explora a vertente turística.

Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinto Cão e Tinta Roriz. fermentou em cuba de inox e estagiou, meio ano, em madeira. Nariz bastante intenso, de ataque franco, com cerejas e frutos silvestres, muito maduros, mato seco e um químico/balsâmico peculiar, que para mim, já foi sinónimo de Douro e de tourigas, especialmente da francesa, mas que cada vez conoto mais com álcool. O paladar é fino, mas ao mesmo tempo vigoroso, seco, terroso e texturado, com acidez suficiente. O fim de boca convence sem admirar. Um vinho prazeroso, ainda com espaço para crescer. Apesar de não se destacar do "montão" de bons vinhos do Douro que existem entre os 10 e os 20€, é um bom vinho, que vale a pena conhecer.

15€

16,5

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Reguengos - Garrafeira dos Sócios '2011

Regresso ao porta-estandarte da CARMIM, Coop. Agrícola de Reguengos de Monsaraz, desta vez com um espécime da colheita de 2011. Figuram nesta caderneta de cromos os seus predecessores de 2001, bebido em 2010, e de 2004, bebido em 2014. Pelos vistos, tenho por norma consumir estes vinhos já com alguma idade.

Composto por 40% de Alicante Bouschet, 30% de Trincadeira e 30% de Touriga Nacional, diferencia-se dos seus antecessores supra na medida em que o Aragonês e Castelão deram lugar a Alicante e TN. Assim de cabeça, sem provar nada, desde logo se esperará um perfil floral diferente, caso exista, e uma presença globalmente menos alegre e mais robusta.

Arejado num decantador talvez durante hora e meia antes de ser servido, não só confirmou estas ideias, que reflectem mudança, como o fez enquadrado numa continuidade fixe. Continuidade fixe porque sempre associei o Garrafeira dos Sócios a longevidade e este, firme e fresco -- gosto de pensar que este par de descritores surge com uma frequência feliz, não como cliché -- surgiu, mais uma vez, bem jovem. Escuro e entroncado, extremamente sápido e aromático, aparece bem ligado, macio mas com estrutura para durar, dominado por fruta escura, passas de uva e figo, especiado indistinto, com qualquer coisa a fazer lembrar xisto em pano de fundo. Sabe ao que cheira, cheira ao que sabe e sabe com garra. Não sei se vai crescer, é possível; aquilo de que não duvido é de que, se guardado, ainda vá evoluir -- ou seja, mudar, sem ser objectivamente para melhor ou pior -- de forma interessante. Sou quase fã.

Acompanhou uma pintada com cerca de 1 kg de peso, que preparei da seguinte forma: a quatro colheres, das de sopa, de manteiga, juntei duas chalotas, uma colher, de sopa, de salsa, outra de cebolinho fresco, uma colher, de sobremesa, de alho em azeite, uma colher, de café, de estragão seco, sal e pimenta, e foi tudo bem moído e misturado. Esta massa foi introduzida entre a pele e a carne da ave, sobretudo nas coxas e peito, e também na cavidade. Polvilhado o exterior com mais sal e alguma pimenta preta, e massajado com um pouco de azeite, foi, em pyrex fechado, ao forno, pré-aquecido a 200 ºC, onde passou cerca de um quarto de hora. Volvido esse tempo, reduzi a temperatura para 180 ºC e deixei cozinhar mais quarenta minutos. Retirada a pintada do forno, escorreu-se, aproveitando-se o molho da assadura para dentro de uma caçarola, onde ferveu mais ou menos cinco minutos, até reduzir qualquer coisa, com vinho branco e um pouco de caldo. Foi para a mesa com batatas e courgette no forno.

18€

17

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Las Uvas de la Ira - El Real de San Vicente '2013

O nome remete à ideia de "vino de pueblo", o vinho da terra, de uma determinada terra, habitualmente feito pela cooperativa ou por um conjunto de agricultores locais. Aqui, a execução é totalmente diferente, mas este não deixa de ser, de facto, um vinho da terra, de El Real de San Vicente, povoação situada na zona este da serra de Gredos, no vale do rio Tiétar. Das uvas de três parcelas de Garnacha, com idades entre os 40 e os 70 anos, espalhadas pelas imediações do povoado, e cuja superfícia totaliza apenas 4 ha, resultaram 10.000 garrafas, nas quais o produtor, Daniel Jiménez-Landi, afirma pretender refletir as características do terroir local.

Garnacha de montanha, criada em altitude, alegre no nariz e austera na boca. Não é, no entanto, de carrasco que estamos a falar. Muito pelo contrário. O leque de aromas é amplo: em redor de muita fruta vermelha, sempre doce, axaropada e em batido de leite, vem alcaçuz, canela, pimenta, anis, almíscar e pêlo de mamífero pequeno, ligeira redução, com pau de fósforo... e nada se afigura como defeito, e tudo liga bem, com naturalidade. Na boca, a entrada é jovial e o final tem uma ponta de amargor característica. É fresco e persistente, de taninos densos e firmes, bem finos, e enxuto, ainda menos glicerinado, menos pesado do que esperava. Um vinho muito ao meu gosto, mas, à parte disso, objectivamente muito bom.

20€

17,5

sábado, 7 de setembro de 2019

Quinta do Cardo - Caladoc '2015

A Caladoc é uma casta tinta, cruzamento de Grenache e Malbec, criada em 1958 pelo botânico Paul Truel, responsável pelo surgimento de mais de uma dúzia de novas castas (como a Marselan, cruzamento de Grenache e Cabernet Sauvignon), no Domaine de Vassal, em Montpellier, lugar da colecção ampelográfica do Instituto Nacional de Investigação Agronómica (INRA) francês.

Este monocasta provém de uma parcela experimental, com 2 ha, da Quinta do Cardo, nas imediações de Figueira de Castelo Rodrigo. O produtor informa que "as uvas foram colhidas e seleccionadas à mão, transportadas para a adega onde foram prensadas inteiras durante 3 horas. Iniciou fermentação com temperatura controlada, o ultimo terço terminou em barricas de carvalho francês e estagiou durante 10 meses, com "batonnage" regular. Foram produzidas 2 176 garrafas".

Cor salmão, esmaecida, e aromas e sabores delicados, agradáveis nas notas florais, de frutos vermelhos e de vegetal seco, mas, por um lado, com certa falta de "punch", e por outro, com demasiada madeira. Pensei, inicialmente, que esta falta de brilho se pudesse dever à idade, mau grado não apresentar (por enquanto) grandes sinais de decadência, mas, pesquisando a internet sobre que tal o acharam outras pessoas, encontrei basta quantidade de impressões, a vasta maioria delas de quando saiu para o mercado, nos idos de 2017, que conferiam neste ponto. O que faz sentido, dado pretender-se um rosé de perfil delicado: sendo o teor fenólico da casta considerável, presumo que a extracção tenha tido de ser suave. E para enriquecer a ruivita delgada, pau. Mas a dose deixou marcas.

Tl;dr: é uma curiosidade engraçada, mas não mais que isso; deverá ter sido um pouco melhor em novo; vai morrer com a madeira; se ainda tiver alguma garrafa em casa, beba-a já.

17€

15