A revista Wine Passion deu a este vinho de menos de 4€ um gordo 18 (em 20) numa prova de varietais Syrah portugueses.É um vinho da moda, de cor a caminhar para retinta e cheio de aromas intensos e envolventes a frutos silvestres muito maduros, cereais maltados doces e caramelo em abundância, e ligeiro floral, a evocar aroma artificial a uvas (ou, já agora, o cheiro dos Tigi Catwalk Fashionista e de algumas esferográficas populares entre as pitas), com resquícios de madeira e bem carregado de álcool.
Tem corpo e é saboroso, embora pareça um bocado rústico se não tiver comida a acompanhá-lo — a comparar com o que se passa no nariz, a fruta surge comparativamente pouco doce na boca, e tal discrepância é desagradável — e se torne chato caso se esteja a beber a garrafa toda sem conversa, a Bíblia (o Apocalipse, sempre), ou televisão para distrair, dado que não é minimamente complexo.
Pareceu-me ter ganho com um grande arejamento, de algumas horas. Como nota final, gostei muito mais dele a 16ºC do que a 18ºC, altura em que a fruta doce já começa a parecer diluída em álcool.
Ao preço a que está, é vinho a experimentar.
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