Ora ora, de volta! E digamos que estes últimos dias de desleixo me deixaram com umas quantas coisitas em lista de espera para aqui meter.
Comecemos pelo vinho: um alentejano, monocasta Touriga Nacional, da Herdade do Esporão. Estagiou durante 6 meses em carvalho francês e de tal calda se fizeram 23333 garrafas — não numeradas, ou então sou ainda mais distraído do que aquilo que pensava.Expressivo e a aparentar ter sido bem feito, mostrou os aromas e sabores típicos da casta — frutos vermelhos muito maduros a discutirem o protagonismo taco a taco com intensas notas florais, com as especiarias, ligeiro torrado, ligeiro fumado, cabedal e uma ponta química a completarem o conjunto.
Encontrei-o bem dimensionado na boca, guloso mas não em demasia, cheio mas não pesado, com boa acidez e só um pouquinho quente, com ligeiro picor alcoólico no início.
Muito na linha do da colheita anterior — que adorei — pareceu-me um pouco menos explosivo, menos concentrado, mas mais complexo, mais elegante. Foi um prazer conhecê-lo.
Custou 14€ e qualquer coisa quando e onde o comprei, mas acho que já o vi um pouco mais barato.
Do Esporão, continua a ser o meu varietal favorito.
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