Acompanhou — e muito bem — a paparoca do post anterior.É um vinho do Alentejo — DOC — produzido pela Adega Cooperativa de Redondo, que tem uma página web muito bem conseguida aqui.
Obteve uma medalha de prata no Concours Mondial de Bruxelles 2008 — que dizem de Bruxelas mas parece que foi em Bordéus... enfim, son cosas de la vida.
Produzido com castas típicas do Alentejo, Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet, passou 12 meses em barricas novas de carvalho francês e americano, a que se seguiram mais 6 meses em garrafa antes de ser introduzido no mercado.
No que toca aos aromas, achei-o muito bonito. Tem um nariz quente, envolvente e muito guloso, com fruta muito doce, algo abafada mas muito fina, muito complexa e aromática, bem casada com caramelo e melaços, um pouco de chocolate e algum balsâmico. Em claro contraponto com tanta doçura, a madeira, resinosa, transmite seriedade ao vinho, impede-o de se tornar enjoativo. Quase adorável.
Na boca, mostra-se bem estruturado, com as medidas certas, mas nem de perto nem de longe tão exuberante. Talvez, até, um pouco curto de final.
Custou 6€.
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