Não sei amar.
A minha mente é vaga —
A minha alma, vazia —
O meu coração, negro.
O meu amor sabe a ódio,
Cheira a ódio.
Contudo,
Sei que a única coisa que devia odiar é o ódio que existe dentro de mim.
O meu amar amargo
Confunde os sentidos e afasta.
Verdade:
Quanto mais te amo, mais te afasto.
Lamento.
E tu?
Sofres.
Desculpa.
Desculpa-me tu
E que me desculpe eu próprio.
Não me quero assim.
Prisioneiro da minha própria podridão.
Apatia, orgulho, ciúmes —
Três palavras definem-me.
Não te mereço.
Não mereço o mundo.
Não mereço luz nem cor nem som ou sombra.
E tu?
És uma flor.
Fechas-te quando faço cair a noite.
Só me resta que me perdoes,
Esperar novamente pela manhã.
(8/8/2005)
A minha mente é vaga —
A minha alma, vazia —
O meu coração, negro.
O meu amor sabe a ódio,
Cheira a ódio.
Contudo,
Sei que a única coisa que devia odiar é o ódio que existe dentro de mim.
O meu amar amargo
Confunde os sentidos e afasta.
Verdade:
Quanto mais te amo, mais te afasto.
Lamento.
E tu?
Sofres.
Desculpa.
Desculpa-me tu
E que me desculpe eu próprio.
Não me quero assim.
Prisioneiro da minha própria podridão.
Apatia, orgulho, ciúmes —
Três palavras definem-me.
Não te mereço.
Não mereço o mundo.
Não mereço luz nem cor nem som ou sombra.
E tu?
És uma flor.
Fechas-te quando faço cair a noite.
Só me resta que me perdoes,
Esperar novamente pela manhã.
(8/8/2005)
