De não muito longe daqui, da Bairrada, da zona de Cantanhede, vem este tinto, sem dúvida um dos mais interessantes do produtor, as já históricas Caves Aliança.Foi elaborado a partir de Baga, Cabernet Sauvignon e Merlot, e estagiou durante um ano em barricas novas de carvalho francês. Foram produzidas 37901 garrafas.
Em 2006, levou 17,5 valores (e prémio «Melhor Compra») numa prova da Revista de Vinhos e 91 pontos no livro de Aníbal Coutinho «220 Melhores Vinhos Para 2007».
Foi decantado 1h antes de ser servido a 16ºC.
Aroma cheio, intenso, generoso, com muitos frutos silvestres, vermelhos e negros, maduros e compotados. Ligeiro balsâmico e notas de fumo e tosta completam o cenário.
Dotado de boa presença na boca, mostra fruta densa e complexa, nem doce nem amarga. Depois, chocolate e (bastante) madeira. Encorpado, não pesado. Álcool bem integrado. Taninos ainda um pouco adstringentes. Final longo e saboroso.
Adivinha-se um vinho de boa longevidade, que ainda não atingiu o apogeu, como é, aliás, comum na Bairrada. Para já, e para os 10€ que custa, só posso dizer que me parece muito bom!
É o segundo Bairrada à maneira de Bordéus que provo em relativamente pouco tempo — parece que existem parecenças a não desprezar entre os dois terroirs — e gostei muito de ambos. E por mais que goste dos bairradinos clássicos, tenho de reconhecer que este é um caminho muito interessante que certos produtores estão a seguir... pode ser que algo muito grande aguarde nas sombras, ainda em estado incipiente...
17
