Alentejano de Monforte, produzido e engarrafado na Quinta de S. Sebastião por Lima Mayer & Companhia.Castas: segundo o rótulo, Aragonês, Syrah e, em menor quantidade, Petit Verdot, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.
Estagiou em cascos de carvalho francês, mas não encontrei onde dissessem durante quanto tempo.
Cor escura, bastante opaca.
Nariz fresco — impressões arbóreas e balsâmicas a cipreste e eucalipto encontram fruta negra expressiva, mas não sobremadura. Gradualmente, vai adquirindo compostura — a fruta cresce um pouco, apoiada em fina mescla de grãos de café, madeira, tosta, fumo e tabaco — tudo muito indiferenciado.
Na boca, chocolate preto e ameixa seca, pouco doce, continuam com sucesso as impressões do nariz. Corpo mediano, com taninos finos, poeirentos, e boa integração alcoólica.
O final, infelizmente, pareceu-me demasiado discreto.
Gostei mais dele a acompanhar uns enchidos que sozinho. A dada altura, empurrado por um bom fuet, começou a mostrar um delicioso macerado de cerejas negras com caroço, bem maduras. E aí, sim...
Pertence àquela corrente do «Alentejo fresco e elegante» que, parece, tem vindo a ganhar adeptos.
Fez-me lembrar este.
Custou pouco mais de 10€. Tendo em conta o prazer que proporcionou, não vejo porque não hei-de trazê-lo para casa mais vezes.
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