Este tinto DOC vem da Quinta do Crasto, uma das mais antigas do Douro — as suas primeiras referências remontam a 1615!Foram utilizadas na sua elaboração uvas das castas Aragonês, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional. Não estagiou em madeira. Engarrafaram-se 450000 garrafas de 75cl.
Ficha técnica, aqui.
Interessante a cor, um violeta escuro que não se vê assim tanto.
Bebendo-o, pareceu-me um vinho simples e equilibrado. Tanto no nariz como na boca, predomina a fruta, fresca, densa e francamente gostosa. Muitas (mas mesmo muitas) cerejas pretas perfeitamente maduras e com caroço, algumas amoras, algumas bagas e pouco mais. Um bocadinho de cacau, outro de esteva seca, talvez sugestões xistosas... tudo na medida certa.
É daqueles vinhos sumarentos — este possui certa ligeira untuosidade que ajuda à ideia — que oferecem pouco mas bom e que, acima de tudo, escorregam maravilhosamente com comida.
Continuasse a adjectivá-lo, di-lo-ia elegante, equilibrado... por aí.
A meu ver (e que vale tal coisa?!), está para o Douro como este para o Alentejo.
Custou 9€.
16
Amanhã vamos postar coisas diferentes. Origami e isso...
Ah, e o blog já não é surdo. Vêem o endereço de email que juntei ali à barrita lateral? Ali ao fundo, heh? Qualquer coisinha, digam.
