Do rótulo:
«Este é um vinho de qualidade superior, produzido a partir de uma selecção de castas Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouschet e Castelão. Foi vinificado em lagares com curtimenta completa, e submetido a um estágio de 12 meses em carvalho francês e americano.»
Decantei-o uma hora antes de o levar para a mesa. Foi servido a 17ºC.
Cor granada profunda.
O aroma surge intenso e torna-se exuberante com o continuar do arejamento — primeiro e acima de tudo, muita fruta compotada. Assente em rico bouquet, de onde, aqui e ali, um aroma se define um pouco mais e quase salta para fora do copo — cogumelos, trufas, cabedal, tabaco, ervas de cheiro secas, melaços, especiarias... E terra, quanta!
Na boca é gordo mas flexível — e cheio de garra —, muito concentrado, muito saboroso, dotado de estrutura e acidez notáveis e 14,5% vol. perfeitamente integrados no seu denso e aveludado corpo.
O final, achei-o rico e persistente.
Acompanhou um prato de bacalhau com natas, tendo proporcionado imenso prazer.
Comparando-o com outra garrafa consumida há mais ou menos um ano atrás, notei-lhe evolução: está diferente, mais trufado, mais terroso. E ainda tem muitos anos pela frente.
Custou 20€ — custam sempre 20€ no Continente, sem qualquer tipo de promoção — mas podia ter custado o dobro, ou mais: bastava tê-lo comprado noutro sítio qualquer.
17,5
P.S. — Do mesmo produtor e desde que o blogue existe, já bebi este e este.

