No rótulo, os seguintes dizeres:«No coração do Cima Corgo (Tua) de vinhas com 20 anos e da combinação das castas Touriga Franca (30%), Tinta Roriz (30%), Tinta Barroca (30%) e Touriga Nacional (10%) — Zimbro estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho francês e americano novo.»
O produtor possui página web, simples mas informativa q.b., aqui.
Sem mais delongas, assim o encontrei:
Cor violácea; opacidade mediana.
O aroma, maduro mas tenso q.b., desde logo deixa claras três coisas:
• O Aragonês está lá, não é pouco e é bom — tantas cerejas! Tantas cerejas daquelas, frescas, suculentas e com caroço!
• O mesmo se pode dizer da Touriga Nacional, apesar de apenas constituir 10% do lote — todas aquelas flores intensas, directas, como que num repente agressivo assim que se leva o copo ao nariz...
• É um vinho que só podia vir do Douro.
E uma curiosidade: sempre que o cheirei lhe notei certo aroma especiado, acre, que achei difícil definir — se não era zimbro, enganava bem.
Denso e aveludado na boca, claramente xistoso, mostra todas as marcas do Douro: o matagal cheio de esteva e feno, límpidas cerejas e bagas roxas e negras, violetas amargas e notas químicas a completarem o conjunto. Muito boa acidez. Sobressai uma pontinha de álcool. Tivera maior persistência, seria vinho para outros voos. (Digo eu.)
Ligou maravilhosamente com o «frango com molho de leitão» da Romy, mas é daqueles que vão bem sem comida.
Custou 7€, talvez mais uns cêntimos.
15,5
