De Manuel dos Santos Campolargo,
puro Tinto Cão bairradino de cor rosada escura e nariz essencialmente herbáceo — cipreste-português, erva-príncipe e flores de tomilho-limão — mas também rico em sugestões balsâmicas quentes e frias, mentoladas e de resina, verniz, almíscar e outros que tais. Também as notas especiadas se deixavam descortinar com limpidez, evocando, sobretudo, cominhos. No todo, muito fresco. As sugestões frutadas surgiram muito discretas e apenas em pano de fundo, sob a forma de exemplares maduros de arando ácido. Boca congruente com o nariz. De sabor suave, pouco doce, com um fundinho tostado que muito me agradou. A evolução no palato revelou ainda ligeiras notas de cacau. Acidez, corpo e álcool muito bem balanceados. Achei-o prontíssimo a beber, mas é provável que melhore com a idade. Fino e gastronómico, apesar da relativa dureza dos taninos. Enfim, um vinho diferente, extremamente interessante.
Custou 10€.
16,5

